Jerusalem, Washington
Junto à Praça do Município, em Jerusalém, encontra-se este mapa gravado numa parede; um mapa-mundi que representa o mundo conhecido de então, com Jerusalém ao centro. Se hoje a Europa é o eixo, se em tempos era a China a ocupar esse lugar, também Jerusalém pôde reivindicar esse estatuto. E, de certa forma, ainda pode. Netanyahu foi a Washington dizer isso mesmo a Obama, com Teerão no pensamento; e é provável que ouça o mesmo acerca da importância de todas as questões relacionadas com a região, mas com uma perspectiva diferente. Obama sabe que, depois do Iraque em 2003, já basta de precipitações naquela zona. E sabe também que, sem um Estado palestiniano viável, não há, nem haverá nunca, uma paz duradoura na região. É por isso que a nota dominante da posição americana para este encontro com o Primeiro-Ministro israelita se relaciona com o processo de paz, e não com uma ofensiva contra o Irão.
Apresentação
Após algumas incursões na blogosfera, lanço pela primeira vez um blogue em nome pessoal. “Tratados“ debruçar-se-á sobre assuntos internacionais, com especial incidência em matérias relativas às políticas europeias e do Médio Oriente. Sejam bem-vindos.