Eleições no Afeganistão III
Reports of fraud and intimidation in Afghanistan’s presidential election continued to mount Saturday, with anecdotal but widespread accounts of ballot-box stuffing, a lack of impartiality among election workers and voters casting ballots for others. A particular concern was the notably low turnout of women, who election observer organizations said were disproportionately affected by the violence and intimidation. No New York Times.
Imagem recolhida em www.bittersweetme.net.
Eleições no Afeganistão II
Senhor Ahmed Rashid, enquanto grande especialista sobre temas relacionados com o Afeganistão, Paquistão e taliban, porque é que considera estas eleições tão importantes?
Imagem recolhida em www.bittersweetme.net.
Eleições no Afeganistão
Daniel Markey, especialista do Council on Foreign Relations para a Índia, Paquistão e Ásia do Sul, sobre a importância das eleições de 20 de Agosto para o Paquistão:
For Pakistan, the concern has to do with basic political and military stability in Afghanistan. The election is one piece in that process. From a Pakistan perspective, an Afghanistan that returns to deep instability as it has in the past, specifically in the 1990s, would be a cause for concern for Pakistan because it would probably bring greater instability inside Pakistan. An election that works and yields a legitimate government of some kind are basic interests from a Pakistan perspective. The other side, of course, is that Pakistan would like to project its influence into Afghanistan. So to the extent that various candidates offer different potential for Pakistan to do so, Islamabad is more or less a supporter of them. Pakistanis tend to see Karzai as maybe the best of the two serious options–the other being Abdullah Abdullah–simply because he’s a known quantity and a Pashtun who has a reasonably good working relationship with the current government in Islamabad.
Ler aqui o resto da entrevista, realizada por Jayshree Bajoria. Imagem de www.bittersweetme.net.
CIA à cabeceira e na mochila
Começa assim:
“Um Legado de Cinzas é a história dos primeiros 60 anos da Central Intelligence Agency (CIA). Descreve como o país mais poderoso da história da civilização ocidental não conseguiu criar um serviço de espionagem de primeria classe. Este fracasso constitui um perigo para a segurança nacional dos Estados Unidos.
“Os serviços de espionagem são uma actividade secreta com o objectivo de compreender ou alterar o que acontece no estrangeiro. O presidente D. Eisenhower chamou-lhe ‘uma necessidade repugnante, mas vital’. Uma nação que quer projectar o seu poder para lá das suas fronteiras tem de olhar para o horizonte, saber o que aí vem, evitar ataques contra o seu povo. Tem de antecipar a surpresa. Sem um serviço de informações forte, inteligente e activo, os presidentes e generais podem ficar cegos ou incapacitados. Mas, durante toda a sua história enquanto superpotência, os Estados Unidos nunca tiveram esse serviço.”
E depois continua, durante mais 800 páginas. Mesmo estando ainda no início, posso já recomendar este livro de Tim Weiner. Não se ganha o Pulitzer duas vezes em vão.
Blogging para académicos
Muito interessante este artigo “Blogging: A Short Introduction for Academics“. Académicos nos blogues – nada que falte em Portugal, e ainda bem. Este post está no Kosmopolito, um blog inserido no portal “Ideas on Europe“, criado pela UACES (the University Association for Contemporary European Studies), do qual Tratados fará parte brevemente.
Segurança.gov.pt
Não é um assunto internacional, mas é um assunto de segurança. O Governo lançou um novo espaço online sobre questões de segurança, e, nas palavras do Ministério da Administração Interna, pretende “agregar todos os meios disponíveis na Internet sobre segurança, disponibilizando aconselhamento e informação online sobre todos os temas de interesse no domínio da segurança aos cidadãos”. Vale a pena espreitar o site: Portal da Segurança.
Sereníssimo “Ghetto”
Apesar das muitas transformações negativas sofridas nos anos mais recentes, a Antena 2 continua a ser, muitas vezes, a melhor rádio para se ouvir. Aprendi ontem no Questões de Moral, sobre Veneza, que a palavra “ghetto” surgiu na sequência de um acontecimento ocorrido em 1516, quando as autoridades venezianas publicaram um edital em que se obrigava a população judaica da República a recolher os seus bens e abandonar as suas casas para se concentrar num novo bairro numa zona mais afastada do centro. Essa nova zona isolada ficava na área onde se fundia o metal para fabricar os canhões e restante armamento. Em dialecto veneziano, a essa actividade chama-se “ghettar”, e então esse novo bairro foi ganhando esse nome (ver mais informações aqui).
Basta ter as mínimas noções de história para saber que Hitler não inventou nada. Antes de Varsóvia, Cracóvia e tantos outros casos, houve Veneza – e tantos outros casos.
Prisioneiros de Guantanamo em Portugal
Foi anunciado ontem que Portugal vai receber dois prisioneiros sírios, pai e filho, detidos em Guantánamo, e, segundo apurou o Jornal de Notícias, a sua chegada deverá ocorrer até ao fim do mês. Mesmo tendo implicações práticas que recaem, sobretudo, sob a alçada do Ministério da Administração Interna (tipologia do visto de permanência, limitações de circulação, acompanhamento policial), este processo foi impulsionado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, e a sua conclusão antes do fim da legislatura surge como mais um feito muito importante de Luís Amado, claramente o melhor ministro deste governo.
Ao mesmo tempo, esta questão da admissão de ex-prisioneiros de Guantánamo em Portugal demonstra uma vez mais que, ao nível da segurança, a cooperação entre as valências internas e externas dos sistemas de segurança é fundamental para potenciar a sua eficácia. As ameaças são difusas, não convencionais e assimétricas. Cada vez menos há fronteiras entre segurança interna e externa, e cada vez mais há políticos a perceber isso.
Allahu Akbar?…
Tudo bem que Deus é grande, mas de vez em quando há estas coisas mais prosaicas.
Ainda Solana
Num outro post, no início de Julho, referi-me à não-continuidade de Javier Solana nas funções de Alto-Representante para a PESC / Ministro dos Negócios Estrangeiros da UE, e fiz um pequeno balanço da sua actividade ao longo da última década. Agora faço a referência a um trabalho de Xiana Barros, investigadora recentemente doutorada pelo Instituto Universitário Europeu, em Florença. Em Effective Multilateralism and the EU as a Military Power: The Worldview of Javier Solana, faz um balanço detalhado da actução de Solana enquanto Alto-Representate para a PESC e, mesmo tendo sido publicado em 2007, capta todas as ideias fundamentais. O texto integral pode ser consultado clicando no link.
