Tratados

What facebook reveals (among other things)

–          Words are less and less important. Many people are no longer able to write two consecutive words without spelling mistakes, with correct punctuation, without using acronyms or symbols. If this is true for English, it is even more for people’s native languages. The use of iPhone or smartphones exacerbated this tendency, providing an apparently sufficient justification for grammar and spelling mistakes.

 

–          Today, to “like” is different than “to like”. It’s very easy to “like”, but actually, no one writes “I like this”, or if they do, they’re rather reproducing facebook jargon instead of expressing appreciation.

 

–          Facebook introduced new words in our lives, but only few (if any) of them are useful outside facebook micro-reality. Facebook makes people speak in the third person, as will be seen in the following paragraph.

 

–          Zadie Smith says that “a book is a person’s best self”. What’s on your mind after this? Bruno Martins says “facebook reveals relevant features of a person’s worst self”. Jealousy, greed, lust, screening through other people’s past, inner-gossiping about former high-school mates, call for attention, power games (rejecting friendship request, defriending), double life between what is posted on the wall and what is written on private messaging, flashing wealth or success in general.

 

–          As like in other reality shows, facebook leads people to watch other people’s voluntarily shared lives. As like in other reality shows, this should matter very little, but it nevertheless takes a lot of people’s time.

 

–          Twitter reduced communication to 140 characters, including spaces. In twitter, like in Miles Davis’ solos, space counts. Facebook greatly reduced interaction to a click in a thumb-up logo. Here, like in life in general, time counts, and precious facebook time should be saved by “liking” instead of commenting.

 

–          Facebook reveals what kind of public figure people would be if they were a public figure.

Fevereiro 8, 2012 Posted by | Sem categoria | 1 Comentário

UE e o reconhecimento do estado palestiniano

“A large block of the 27 member states of the EU will vote in favor of the resolution, but the resolution will include a clause stating that the vote does not require that each state recognize the Palestinian state on a bilateral level. This is a critical condition for gaining the support of Germany and Italy to the vote” – No Haaretz de hoje.

Setembro 12, 2011 Posted by | Sem categoria | 1 Comentário

Conta a causa

Era contra os ciclistas nus, sou a favor da SlutWalk. Conta a causa, não a roupa.

Junho 28, 2011 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

Crise e laxismo

A óptima entrevista que Maria João Rodrigues está a dar na TSF acerca da crise financeira, a integração europeia e a sociedade do conhecimento pode ser assimilada em conjunto com esta notícia do Público. Não há estratégia que sobreviva ao laxismo e à falta de rigor.

Quase um terço dos bolseiros apoiados pelo Estado não provou que fez o doutoramento                           

“Quase um terço dos bolseiros que receberam apoio para o seu doutoramento em 2009 “não cumpriram com a obrigação de envio de cópias das teses” e a entidade que atribuiu o dinheiro não suscitou “a sua regularização”. Em causa estão, segundo os resultados de uma auditoria da Inspecção-Geral de Finanças (IGF), 1432 bolseiros e apoios de 91,2 milhões de euros.”

http://www.publico.pt/Educação/quase-um-terco-dos-bolseiros-apoiados-pelo-estado-nao-provou-que-fez-o-doutoramento_1499917

Junho 23, 2011 Posted by | Sem categoria | | 1 Comentário

Assunção Esteves na Presidência da AR

Tal como os meus colegas que passaram pelo IEEI nos últimos anos, conheço pessoalmente a nova presidente da Assembleia da República. Era, na altura, um daqueles eurodeputados sempre disponíveis para participar nas acções de debate acerca de temas europeus, e empenhava-se verdadeiramente em transmitir as suas ideias. Por alturas do debate em torno do Tratado Constitucional, entre 2003 e 2005/2006, foi das vozes mais ouvidas sempre que as questões institucionais e identitárias europeias chegavam ao circuito mediático. O pioneirismo feminista que apresenta agora, ao tornar-se a primeira mulher a chegar a presidente da AR, havia sido demonstrado muitos anos antes, quando chegou a Juíz do Tribunal Constitucional, tendo sido a primeira mulher a exercer este cargo. É mais uma lufada de ar fresco na política portuguesa. Alguém duvida que será melhor do que Nobre?

Junho 21, 2011 Posted by | Sem categoria | 3 comentários

A/C cientistas sociais

“As estatísticas são como bikinis num corpo humano: permitem ver bastante, de facto, mas não mostram o mais importante”.

(filósofo anónimo do século XXI)

Maio 30, 2011 Posted by | Sem categoria | | 2 comentários

Guantánamo e a simbologia contra-terrorista: uma resposta

Num comentário via facebook relativo ao post de ontem, Sérgio Loureiro afirmou o seguinte:

 “Eu percebo a posição de princípio. Mas no mundo da política real, existem factos. E enquanto Guantanamo estiver aberto, certas coisas que lá se passaram (e outras) podem continuar escondidas. No momento em que se fechar Guantanamo, passa a existir uma luz legal em cima dessas zonas de sombra. A realidade política americana não está preparada para lidar com isto. Senão repara: Obama vai ter que explicar porque Guantanamo continua aberto, depois de ter prometido que fechava no espaço de um ano. Se ele está disposto a pagar o preço político de ter esta promessa não cumprida, é porque o preço político de cumprir a promessa é mais alto (e não deve ser pouco). Também não concordo com o teu preceito de que a “paz das nações” não se coaduna com os Jack Bauers. De facto, parece-me que Obama usa muito bem o proverbial “talk softly and carry a big stick”. É por ele demonstrar que não hesita em usar a realpolitik que se pode permitir matar piratas somalis, usar drones no Paquistão, fazer de Jack Bauer com o OBL, manter Guantanamo aberto, e dizer ao Bibi que a solução para a paz na Palestina passa pelas fronteiras de 67. Garanto que a análise custo-benefício destas coisas está feita e bem feita”.

Transcrevi o comentário porque este traz ideias interessantes que estimulam o debate e apontam novas direcções para a análise da questão de Guantánamo. Neste sentido, acrescento algumas ideias, dividadas por tópicos:

1 – A existência de um local como Guantánamo – A luta contra o terrorismo é vista como um combate que, por vezes, requer medidas excepcionais, pelo facto de o objecto a combater usar estratégias e instrumentos pouco susceptíveis de serem eficazmente combatidos com os meios habituais. Eu reconheço isso, e quem estuda contraterrorismo sabe que é assim. Neste sentido, poder-se-ia chegar mais longe, dizendo que saber-se da existência de um local como Guantánamo é positivo, se se considerar que locais “acima da lei” existirão sempre e, apesar de tudo, sabe-se mais sobre Guantánamo do que sobre outros locais que nem se sabe se existem – mas que existem.

2 – Excepcionalidade – O problema com Guantánamo e com os desenvolvimentos a que tem sido sujeito está no factor “excepção”. Em muitos casos (quase todos?), podem não existir razões suficientes que justifiquem a manutenção dos prisioneiros em condições tão excepcionais. Para muitos analistas, Guantánamo não deveria sequer existir; mas mesmo quem defende a sua existência costuma reconhecer a insuficiência das provas que retêm muitos dos prisioneiros neste centro. A excepcionalidade que poderia justificar Guntánamo (aos olhos de alguns analistas) não se alarga a todos os prisioneiros, e as perspectivas actuais, baseadas em legislação que congressistas e senadores estão a tentar aprovar, apontam para uma “normalização da excepcionalidade”: os critérios para justificar a excepcionalidade serão menos apertados.

O texto anterior tem, portanto, duas ideias de partida:

  • A promessa de Obama de fechar Guantánamo não se cumpriu
  • A promessa de Obama de fechar Guantánamo parece estar mais longe de se cumprir

3 – “Talk softly and carry a big stick” – Sim, Obama desilude os seus apoiantes mais pacifistas. E ainda bem. Desgraçado o mundo em que os pacifistas fanáticos prevaleçam. Mas julgo que a retórica e a simbologia do pós 11 de Setembro têm de ser ultrapassadas, e não o serão enquanto um lugar como Guantánamo estiver a funcionar a todo o gás. Além disso, como referi ontem, isso poderia ser mais eficaz no longo prazo.

4 – E a UE? – A política contra-terrorista da UE consubstancia-se num conjunto de instrumentos que visam reforçar a cooperação policial e judicial entre os Estados membros e num conjunto de acções ao nível da política externa. Toda a actuação europeia privilegia a dimensão legal deste combate em detrimento da dimensão militar, com o objectivo de desglamourizar o terrorismo islâmico. O Coordenador da Luta Anti-Terrorista na UE afirma que os prisioneiros de Guantánamo fazem parte do discurso dos terroristas, enquanto que dos condenados pelos atentados de Madrid ninguém ouve falar. E isso é verdade. Mas esta retórica desmonta-se quando confrontada com situações-limite. Exemplos? A UE advoga o fecho de Guantánamo, mas depois muito poucos países europeus estão dispostos a acolher antigos prisioneiros (Portugal é uma excepção a esta tendência, uma vez que alberga dois sírios que estiveram naquela base). E a UE advoga o primado da lei e do direito, enquanto dá os parabéns a Obama pelo “huge sucess” que foi a morte de Bin Laden.

Maio 26, 2011 Posted by | Sem categoria | , , , , | 2 comentários

ANÁLISE :: Guantánamo e a simbologia contra-terrorista

Getliberty.org

Para além de benefícios políticos evidentes, a Administração Obama deveria aproveitar a morte de Bin Laden para retirar dividendos estratégicos de longo prazo, no que à segurança diz respeito. Para os americanos, a morte de Bin Laden foi um sucesso político e militar com implicações ao nível simbólico e operacional. Mas, para que estas implicações (em ambos os planos) fossem efectivamente optimizadas, o passo seguinte teria de ser dado. E esse passo seria fechar Guantánamo.

As perspectivas relativas a este desfecho não são optimistas. Guantánamo tem sido uma pedra no sapato de Obama, uma pedra que dificulta a sua caminhada em direcção a uma das suas principais promessas. Fechar Guantánamo está cada vez mais longe, à medida que senadores como John McCain e Lindsay Graham e o congressista Buck McKeon vão propondo legislação que torna a excepcionalidade de Guantánamo menos excepcional, alargando os casos em que a detenção sem julgamento é permitida e afrouxando o freio que separa a regra da excepção. Se Bin Laden é o símbolo do terrorismo islamista do século XXI, Guantánamo é o símbolo nefasto do contra-terrorismo americano pós 11 de Setembro. Se acabar com um símbolo comportasse acabar com outro, poderíamos começar a pensar em passar para um nova fase. Assim, não.  

Maio 25, 2011 Posted by | Sem categoria | , , , | 1 Comentário

Morte de Bin Laden (II)

Uma das questões mais discutidas pelos analistas (e por qualquer um com uma conta de facebook ou um blog) prende-se com as implicações que esta morte terá na actividade terrorista. Estaremos mais seguros? Is the world a better place? Estará a al Qaeda decapitada? Isto é o fim do terrorismo (esta é a minha preferida)?

Na história do terrorismo e da violência política há exemplos para as duas tendências opostas que advêm da morte de um líder: (i) redução da actividade do grupo ou (ii) aumento da actividade, resultado do desejo de vingança e da radicalização de militantes que se encontravam num patamar inferior ao estado que leva alguém a cometer atentados terroristas. Julgo que este segundo cenário é bastante mais provável, ainda que a al Qaeda tenha vindo a ser progressivamente encurralada pela acção dos Estados Unidos no Paquistão e no Afeganistão. Aquele aumento, a concretizar-se, viria sobretudo de grupos ideologicamente afiliados e sobre os quais a figura de Bin Laden exercia uma força simbólica e encorajadora. A forma de actuação que inaugurou com o ataque ao USS Cole e às Embaixados dos EUA no Quénia e na Tanzânia, em finais dos anos 90, marcou um nova fase no terrorismo internacional de vocação islâmica e claramente abriu as portas a um conjunto de actos que se verificaram, sobretudo, após os atentados de Setembro de 2001. Nesse sentido, muitos grupos e células reviam-se na figura de Bin Laden, ainda que o poder deste fosse, desde há muito, mais de natureza simbólica do que propriamente operacional.

Maio 2, 2011 Posted by | Sem categoria | , , | 2 comentários

Morte de Bin Laden (I)

A morte de Bin Laden é uma notícia altamente relevante. Mas não é por isso que deve ser necessariamente qualificada como boa ou má. Admitindo que a sua morte fosse um objectivo táctico muito importante das forças norte-americanas, nem por isso temos de ficar contentes, rejubilando com este resultado. Por muito ingénuo que possa soar, sinto-me desconfortável a ouvir Obama dizer que se fez justiça. “Agora que finalmente o matámos, fez-se justiça”. Não. Não é uma justiça repadora, obviamente, nem corrige nada. Era um objectivo político e militar politica e militarmente legítimo, mas não era algo do foro da justiça.

Vindo eu de um país que aboliu a pena de morte há bem mais de 100 anos, sendo o primeiro país do mundo a fazê-lo, custa-me ouvir o nosso MNE, em comunicado, dar os parabéns aos EUA pela morte de uma pessoa. Lamento, mas não deixo de achar um pouco medieval.

Maio 2, 2011 Posted by | Sem categoria | , , , | 3 comentários

Mais 500

Em Kandahar, cerca de 500 militantes taliban escaparam de uma prisão por um túnel de 350 metros de comprimento. Juntar-se-ão aos bandos que atacam as forças internacionais presentes na região, que atacam grupos tribais não alinhados com o seu islamismo extremo, que atacam população civil para punir, intimidar ou apenas para servir como exemplo. A geografia, o clima, a história, o passado e o presente impedem qualquer futuro que não seja de desgraça irremediável.

Fugiram 500 militantes da prisão. Mais meio milhar de soldados empenhados em manter o Afeganistão aquele lugar onde até Deus choraria.

Abril 25, 2011 Posted by | Sem categoria | , , | Deixe um comentário

Fundamentalismo omnipresente

Em fim-de-semana de Páscoa e de Pessach, o Expresso traz uma entrevista com Terry Jones, o pastor fundamentalista cristão norte-americano que, em 20 de Março, promoveu um “julgamento” do Corão que terminou com uma sentença não passível de recurso para instâncias superiores: fogo nele. Deduziu três acusações, pôs online as quatro penas possíveis, e a maioria do colectivo de internautas optou pela queima do Livro. Terry Jones likes this. Manifestações extremas de protesto no Afeganistão resultaram na morte de 12 funcionários da ONU. Neste mundo de irracionalidade, Terry Jones tinha programado manifestar-se armado em frente ao maior centro islâmico norte-americano, em Detroit, na passada sexta-feira. Foi impedido pela polícia, detido, condenado a manter-se afastado daquele centro nos próximos três anos e libertado após pagamento de fiança.

Na entrevista conduzida por Ricardo Lourenço, destaca-se uma pergunta. “A 20 de março queimou um Corão. Houve manifestações no Afeganistão e foram mortos 12 funcionários da ONU. Para quê?”

Abril 24, 2011 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

Relativismos

Apesar dos pesares, nem tudo é caro. O Público, por exemplo, não é caro. Paga-se um euro pela crónica do Miguel Esteves Cardoso e oferecem um jornal completo. Costuma é trazer erros ortográficos e erros de concordância – é esse o tal preço que se paga, se não o Público era de borla.

Abril 21, 2011 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

Um resgate financeiro desnecessário?

Imagem da autoria de João Fazenda para o NYT

Em artigo publicado ontem no New York Times, Robert Fishman aborda a situação financeira actual em Portugal, defendendo que se trata de uma situação criada sobretudo por forças extrínsecas. Mais do que resultado de políticas públicas ou de gestão das economias das famílias e das empresas, o cenário que se vive hoje foi criado, segundo o autor, sobretudo por especuladores, agências financeiras e dinâmicas dos mercados financeiros internacionais. Ainda que não concorde com muitas das premissas defendidas no artigo, há uma questão incontornável que tem de ser discutida: as agências de rating e outras dinâmicas dos mercados financeiros internacionais estão claramente super-valorizados. Também por isso a leitura de Portugal’s Unnecessary Baillot é importante.

 

Excerto

Portugal’s difficulties admittedly resemble those of Greece and Ireland: for all three countries, adoption of the euro a decade ago meant they had to cede control over their monetary policy, and a sudden increase in the risk premiums that bond markets assigned to their sovereign debt was the immediate trigger for the bailout requests.

But in Greece and Ireland the verdict of the markets reflected deep and easily identifiable economic problems. Portugal’s crisis is thoroughly different; there was not a genuine underlying crisis. The economic institutions and policies in Portugal that some financial analysts see as hopelessly flawed had achieved notable successes before this Iberian nation of 10 million was subjected to successive waves of attack by bond traders.

Abril 13, 2011 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

“Sim, sabemos do que falamos”

Um vasto conjunto de investigadores e professores de Relações Internacionais, bem representativo desta comunidade em Portugal, assina hoje um artigo no Público que responde a um outro artigo, publicado no mesmo jornal, no qual a socióloga Maria Filomena Mónica, por ocasião das manifestação da “Geração à Rasca”, havia criticado a existência, os conteúdos e qualidade do corpo docente destes cursos. “Isto habilita-os a quê? Alguém se deu ao trabalho de olhar o conteúdo destes cursos. Os docentes que os regem sabem do que falam? Duvido”.

A resposta a estas perguntas é dada no artigo. Mas a questão vai um pouco mais longe do que a própria licenciatura em Relações Internacionais e a sua empregabilidade. Vai de encontro à própria função das universidades e, mais ainda, da própria importância do estudo das Humanidades para questões tão vitais da nossa vida em sociedade como a cidadania, a democracia, a criatividade e o estímulo intelectual – no fundo, tudo o que nos distingue quer de animais, quer de robots. Todos estes argumentos estão desenvolvidos neste maravilhoso livro cuja capa acompanha este texto. Em “Not For Profit: Why Democracy Needs Humanities“, Martha Nussbaum destaca o papel das humanidades e a necessidade de a sociedade e as universidades voltarem a centrar-se no conhecimento e não se tornarem meros formadores de trabalhadores destinados apenas a cumprir uma determinada função na sociedade – função esta que, em última instância, está sempre orientada para a produção, o lucro e o enriquecimento material. Durante séculos, o conhecimento de línguas, a multidisciplinariedade, o saber transversal ou o conhecimento das várias formas de arte faziam parte do que efectivamente deveria ser aprendido, porque eram estas questões que constituiam o corpo principal do conhecimento. Hoje já não é assim,  mas está na altura de recentrarmos prioridades. 

Março 28, 2011 Posted by | Sem categoria | | 2 comentários

Custa ouvir mas é a verdade

When Israel’s politicians sit idle, terrorists step forward

Sooner or later, and not very much later, the cycle of bloodshed will return. Maybe it already has. We haven’t managed to break it, and maybe we didn’t really try.

Years of relative quiet lulled Israeli diplomacy into complacency, and it refuses to be aroused. If things are quiet, why take the initiative to disturb the calm? Our politicians refused to wade into the quiet prequel. It’s like a sauna. They can sweat without exerting themselves, and they refuse to see the approaching storm.

Ler o resto da análise de Yossi Sarid no Haaretz aqui

Março 24, 2011 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

Business as usual

Fonte: AP

Após três anos de ausência de atentados terroristas em solo israelita, Jerusalém voltou hoje a sentir a explosão de uma bomba numa paragem de autocarro. Um morto, trinta feridos e algumas coisas ainda por perceber, nomeadamente a eventual relação com o lançamento de um rocket a partir de Gaza em direcção a Beersheva, umas horas antes.

Netanyahu cancelou a visita a Moscovo que tinha programada para acompanhar a situação. É uma experiência traumatizante e corresponde ao renascimento de um sentimento colectivo de insegurança que os israelitas tanto têm feito por esquecer, uma vez que o último ataque terrorista à bomba em Jerusalém foi em 2004. A sucessão de reacções oficiais palestinianas e israelitas traz luz em relação àquilo que se pode esperar nos próximos dias, sendo que dificilmente deixará de haver qualquer tipo de acção por parte das forças israelitas, ainda que o primeiro-ministro palestiniano Fayyad tenha condenado o ataque de forma veemente. Ehud Barak, ministro da defesa, associou o ataque ao Hamas e deixou no ar uma clara intenção de retaliação. Como sempre, será uma questão de horas.

Março 23, 2011 Posted by | Sem categoria | , , , | Deixe um comentário

Girl power

No Dia Internacional da Mulher, Cathy Ashton escolhe Ana Paula Zacarias, uma diplomata portuguesa para chefiar a missão da UE no Brasil, país governado por Dilma Rousseff.

Março 8, 2011 Posted by | Sem categoria | 1 Comentário

Visualizar um plágio

Espectacular esquema visual do plágio efectuado pelo Ministro da Defesa alemão na sua tese de doutoramento. O vermelho escuro representa plágio total, explícito ou encoberto; o vermelho claro representa outras formas de plágio.

Fonte: Gregor Aisch

Março 3, 2011 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

Revolta no Bairro Rosa?

De acordo com a  TSF, há muita gente revoltada com o aumento das rendas no Bairro Rosa, em Almada, o primeiro em 25 anos. Pois eu indigno-me é por esta gente estar há 25 anos a pagar 20 euros por mês por uma casa. Ainda há muito lixo para varrer antes de este país endireitar.

“As rendas não aumentavam há mais de 25 anos, mas o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), que no ano passado fez melhorias no bairro no valor de cerca de três milhões de euros, decidiu agora aplicar o regime de renda apoiada. Há casos em que a renda passou de cinco para 250 euros e outros que dispara de 20 para 750 euros.”

Março 3, 2011 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

Português não é para principiantes

Uma pessoa conhecida minha, da Letónia, mandou-me um mail no qual tentou escrever “Matosinhos” e o resultado, literalmente, foi: “Mui…tajinjos”. Seguidamente, despediu-se: “Obrigada and beihinjos”.

Março 1, 2011 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

A meio do caminho

Lampedusa é uma ilha italiana de cinco mil habitantes que se encontra entre a Tunísia e a Sicília, à qual, aos últimos dias, chegaram mais de 4000 tunisinos. Só ontem foram mais de 1000 e neste momento dois barcos encontram-se a caminho. De acordo com o La Reppublica, 1500 imigrantes encontram-se acampados no estádio de futebol local, numa situação que é nada menos do que caótica. As autoridades locais queixam-se de total abandono por parte da UE.

É uma situação a acompanhar nos próximos dias, porque este caso tem tudo para ser altamente problemático. Ainda que haja poucas informações, aparentemente esta vaga migratória não configura uma situação de migração originada por motivos políticos, pelo que, provavelmente, não estamos perante refugiados. Fluxos migratórios mistos ou aparentemente mistos, englobando migrantes económicos e refugiados ou situações de difícil classificação colocam grandes desafios às autoridades.

Fevereiro 13, 2011 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

Corações abertos

A primeira vez que os Deolinda tocaram “Parva que Sou” foi no Coliseu do Porto. Por entre a comovente espontaneidade da reacção do público, quando Ana Bacalhau diz “que parva que eu sou” há umas vozes que dizem “não és nada!”. Por duas vezes. Generosidade e espontaneidade típicas dos nortenhos. 

Fevereiro 13, 2011 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

ANÁLISE :: Crise no Egipto e UE

Cathy Ashton emitiu hoje um comunicado com o qual tenta marcar o jogo diplomático por detrás da revolta egípcia. O comunicado começa com uma expressão de intenções, bem típica da imagem que a UE tem de si: “Passámos uma mensagem forte às autoridades egípcias”. Depois, dirige-se às autoridades egípcias para que restabeleçam a ordem, recordando que são elas as responsáveis pela protecção dos cidadãos. Ashton termina instando à adopção de medidas urgentes, concretas e decisivas que vão de encontro às aspirações democráticas dos cidadãos egípcios, para que se possa embarcar numa transição significativa e real em direcção a uma reforma democrática genuína, abrindo caminho para a realização de eleições livres e justas.

Se, no primeiro dia de revolta nas ruas do Cairo, foi Hillary Clinton a porta-voz da Administração americana, a partir de então tem sido Obama a assumir publicamente a condução da actuação de Washington em torno da (espera-se) proto-revolução egípcia. Obama percebeu que, do ponto de vista da política internacional, os acontecimentos no Egipto podem originar uma mudança de paradigma, cujas consequências deverão ser contidas e controladas. Os Estados Unidos têm liderado, sem surpresa, a pressão internacional em torno do regime de Mubarak. Mas o que estas semanas de revolta nas ruas da Tunísia e do Egipto têm demonstrado cabalmente é a falta de presença da UE nos processos de influência de uma sucessão de eventos decisivos numa área fundamental do seu contexto geoestratégico.

O chamado Processo de Barcelona, lançado em 1995, criou a Parceria Euro-Mediterrânica, uma estratégia que visava aproximar ambas as margens do mar Mediterrâneo através da prossecução de políticas organizadas em três domínios (“baskets”):

1) Questões de segurança, incluindo temas relacionados com as formas de organização e governação política, democracia e protecção dos direitos humanos;

2) Cooperação económica

3) Reforço de cooperação ao nível da sociedade civil e promoção da cidadania.

Posteriormente, a UE lançou a sua Política Europeia de Vizinhança, onde prosseguia uma cooperação mais estreita com os seus vizinhos a sul e a leste, mas desta feita numa base bilateral. Tanto o Egipto como a Tunísia têm acordos bilaterais assinados com a UE.

Os acontecimentos dos últimos dias têm mostrado que a estrutura institucional que a UE desenvolveu com os países do Mediterrâneo não lhe conferiu suficiente força política nessa região. A cooperação existe em áreas como controlo dos fluxos migratórios ou facilitação de trocas comerciais, mas a verdade é que influência da UE nas questões fundamentais da governação política é residual. Por fim, a actuação de Cathy Ashton e do seu gabinete tem alimentado os argumentos de quem defende a sua total desadequação para um cargo que é novo e que, por isso, requeria proactividade, rasgo e força política – características que Ashton não tem nem nunca terá. Após mais de um ano de mandato e de uma sucessão de crises internacionais onde a sua actuação tem sido avaliada, o balanço já pode começar a ser feito: para já, do ponto de vista dos interesses da UE e das suas expectativas pós-Lisboa, Ashton tem sido pouco menos do que um desastre.

Fevereiro 3, 2011 Posted by | Sem categoria | , , , | 2 comentários

Acordo ortográfico

Pelos vistos escreve-se “Egito”, mas quem lá vive continua a ser “egípcio”. É no que dá fonetizar uma língua.

Fevereiro 3, 2011 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

Revoluções em catadupa

“Adoro os nomes das revoluções…veludo, rosa, jasmim, laranja”.

Fevereiro 1, 2011 Posted by | Sem categoria | 1 Comentário

A correnteza levou

Na política tende a valorizar-se quem consegue antecipar problemas, evitar crises. Valoriza-se quem consegue ver mais além, estar à frente no seu tempo. No país do futuro, aquele cujo futuro parece nunca mais chegar, a ecologia é hoje um valor importante, e tem crescido como uma mantra. No Brasil, António Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, 84 anos neste dia, foi ecologista antes de a ecologia ser moda e ter nome. Muitas das suas canções estão cheias de referências a plantas, animais, pássaros, proto-mitologia pagã do país da natureza. Numa destas, Correnteza, Tom fala das margens castanhas e barrentas criadas pelas correntes decorrentes de uma semana de chuvas. “A correnteza levou”. Como muito do que Tom fez e pensou, a música chegou antes da realidade, e a casa em que compôs Correnteza, em Poço Fundo, foi levada pela enxurrada deste Janeiro. 700 pessoas e o sítio de Tom Jobim. “A fruta que era madura a correnteza levou”.

Janeiro 25, 2011 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

Crise na banca

O BES não providenciou aulas de canto aos desesperantes putos desafinados do anúncio que insuportabiliza a TSF. Jovens yuppies urbanos de classe média: nem tudo que vem da canalha tem piada; antes pelo contrário.

Janeiro 24, 2011 Posted by | Sem categoria | 1 Comentário

R:I e a política externa portuguesa

No mais recente número da R:I, publicação editada pelo Instituto Português de Relações Internacionais, Bernardo Pires de Lima faz uma breve recensão ao meu livro “Segurança e Defesa na Narrativa Constitucional Europeia, 1950-2008“, recensão esta que pode ser lida aqui. Agradeço tanto as palavras elogiosas como as sugestões deixadas, com as quais, de resto, concordo.

O número 28 desta publicação centra-se na política externa portuguesa e aborda temas actuais, como a eleição para o Conselho de Segurança da ONU ou a relevância da função presidencial para a política externa, fazendo igualmente um balanço da presença de Portugal em cenários geopolíticos como a União Europeia ou o espaço ibérico (e a globalização), por exemplo. Questões como a internacionalização da economia nacional e a relevância das políticas energéticas merecem também atenção.

Janeiro 19, 2011 Posted by | Sem categoria | , | Deixe um comentário

A Luta Contra o Terrorismo Transnacional – Contributos Para uma Reflexão

A Almedina acaba de publicar o livro A Luta Contra o Terrorismo Transnacional – Contributos Para uma Reflexão, onde assino dois artigos, um deles em co-autoria com Laura C. Ferreira-Pereira. Trata-se do novo volume surgido de um projecto conduzido por Ana Paula Brandão na Universidade do Minho sobre a cooperação ibérica e europeia na luta contra o terrorismo. O primeiro volume, editado em meados de 2010, tem como título a União Europeia e o Terrorismo Transnacional.

Abaixo reproduzo o índice de A Luta Contra o Terrorismo Transnacional – Contributos Para uma Reflexão

 

Dinâmicas transnacionais e securitizadoras: o efeito amplificador do 11/09 – Ana Paula Brandão

O terrorismo na era da incerteza – Luis Fiães Fernandes

A trilogia liberdade-justiça-segurança: contributos para a reconstrução do conceito de espaço penal europeu – Manuel Monteiro Guedes Valente

A cooperação policial europeia e o terrorismo transnacional – Élia Chambel Pires

A Política Comum de Segurança e Defesa da União Europeia e a luta contra o terrorismo: génese e evolução de um novo nexo – Laura C. Ferreira-Pereira e Bruno Oliveira Martins

A abordagem europeia do terrorismo no Tratado de Lisboa e o caso de Portugal – Bruno Oliveira Martins

O Tratado de Lisboa e a gestão de crises na União Europeia com impacto transnacional – Paulo Valente Gomes

Janeiro 17, 2011 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

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