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JAcoverA mais recente edição da Foreign Affairs (Julho e Agosto) traz um guia de leitura para o processo de paz do Médio Oriente. Em “What to Read on Middle East Peace Process“, o especialista do Council on Foreign Relations Steven A. Cook apresenta uma lista comentada dos livros fundamentais que abordam tanto o processo de paz como, mais abrangentemente, o próprio conflito israelo-palestiniano. Encontram-se autores americanos, israelitas e palestinianos, de Kurtzer e Lasensky a Dennis Ross, de Rabinovich a Edward Said, por isso há sugestões para todos os gostos. 

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Julho 30, 2009 Posted by | Sem categoria | , | Deixe um comentário

Robert Kagan sobre a acção externa da UE

Kagan 2009No seu último livro, Robert Kagan traça um retrato da situação geopolítica mundial actual, e aborda, de forma breve mas rigorosa, temas como a afirmação da China e da Índia no xadrez geopolítico e económico mundial, a reafirmação internacional da Rússia e a importância fundamental do Japão no extremo oriente, entre outros. Talvez por ser um norte-americano que vive em Bruxelas há vários anos, as suas ideias mais interessantes e provocadoras são as que se debruçam sobre as relações transatlânticas e sobre o papel da Europa – e, mais especificamente, da União Europeia – no novo cenário internacional marcado pela globalização, pela emergência de novas potências económicas (que se tornam, numa segunda fase, “potências políticas” – passe o pleonasmo) e por ameaças como o terrorismo internacional e as alterações climáticas. Convêm lembrar que Robert Kagan é o autor do provocador “O Paraíso e o Poder: A América e a Europa Na Nova Ordem Mundial” (Gradiva, 2003), livro refém da ideia de inspiração “helénica” de que os EUA são de Marte e a Europa é de Vénus.

Em “O Regresso da História e o Fim dos Sonhos” (Gradiva, 2009), Kagan, referindo-se à dificuldade de a UE lidar com a nova agressividade internacional russa, diz:

Pode ser que a Europa esteja mal preparada para responder a um problema que nunca tinha previsto ter de enfrentar. As suas ferramentas pós-modernas de política externa não foram concebidas para enfrentar reptos políticos mais tradicionais.” Perceber isto é perceber as “dores de crescimento” da acção externa da UE e a indefinição identitária que é sentida em Bruxelas sempre que é preciso usar a força.

Julho 29, 2009 Posted by | Sem categoria | , , | Deixe um comentário

Ataques

Após uma prolongada ausência provocada, primeiro, pela participação num congresso internacional de ciência política no Chile, e, depois, pelo ataque de vários virus (informáticos e não só), este blog retoma hoje a sua actividade normal. Obrigado aos que continuaram a visitá-lo, mesmo com a ausência de posts.

Julho 29, 2009 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

Solana, Mr. PESC

SolanaSem grande surpresa, Solana anunciou em entrevista ao ABC que não irá continuar nas actuais funções de Alto-Representante para a PESC, nem será, à luz do Tratado de Lisboa, o primeiro Ministro dos Negócios Estrangeiros da UE.

O balanço dos seus dois mandatos deverá ser o mesmo que se faça da Política Externa e de Segurança Comum e da Política Europeia de Segurança e Defesa. Não há ponto de comparação com outra pessoa no mesmo cargo, e como tal, foi Solana que moldou a natureza e o conteúdo do cargo, que desempenha desde 1999. Diria, no entanto, que os sucessos político-diplomáticos que o segundo pilar almejou nestes 10 anos têm mais a sua impressão digital do que os fracassos. Solana é um bom negociador, é respeitado e têm levado a política externa europeia no bom caminho. A PESD completa agora a sua primeira década de vida, e Solana é absolutamente indissociável da evolução verificada neste período. Mas ao mesmo tempo é refém das insuficiências orgânicas que um domínio intergovernamental inevitavelmente acarreta. Solana (e a qualquer outro que lhe suceda acontecerá o mesmo) foi frequentemente forçado a proferir declarações brandas e inócuas, com pouco conteúdo político, e isso é e será incontornável enquanto a cooperação entre os Estados-membros no domínio da política externa permanecer como é hoje.

Abaixo reproduzo o excerto da entrevista em Solana afirma não desejar continuar:

—En principio, mi mandato se acaba a mitad del mes de octubre. Llevo 10 años que han sido fundamentales para mí; pero también creo que lo han sido para Europa. Hemos hecho cosas extraordinarias. Hemos puesto a Europa, con cara y con ojos, en el mundo… Cuando me designaron, en el año 1999, no existía nada de lo que hay ahora; nada de nada. En estos diez años, la hemos puesto en marcha. Y me siento tranquilo y satisfecho. Continuaré trabajando con la misma intensidad hasta que mi mandato acabe; y cumpliré con él hasta el último minuto. Pero ahora creo que mi tiempo ha llegado.

¿Y si le insisten?

—No tiene sentido. Saben lo que pienso, no he engañado a nadie. Tengo la satisfacción de que todo el mundo me aprecia, y aprecian mi trabajo… y creo que diez años es más que suficiente.

Julho 5, 2009 Posted by | Sem categoria | , , | 1 Comentário

Título, não-título

Publico pt LOGONa edição impressa do Público de ontem, na página 20 (secção Mundo), há uma pequena notícia intitulada “Amnistia acusa Israel de violar direito internacional“. Mas é curioso notar que a primeira frase diz: “Tanto o Governo israelita como o Hamas “violaram a lei humanitária internacional” ao atingir civis durante o ataque de Israel a Gaza entre Dezembro e Janeiro, denuncia um relatório da Amnistia Internacional”. Ou seja, a Amnistia Internacional acusa Israel mas também acusa o Hamas. Quem não perde tempo a ler mais do que os títulos forma uma ideia errada. Neste caso, como em muitos outros, este lapso é inerente a uma agenda, devedora da ideia generalizada de que Israel viola sucessivamente  o direito internacional, omitindo outra ideia, perceptível pelo senso comum mas nem sempre publicitada em manchete: o Hamas viola sucessivamente o direito internacional. A lei é igual para todos, mas seremos todos juízes imparciais? Para não se cair no facilitismo do esquecimento, o óbvio também tem de ser dito.

Se esta mesma notícia na edição online tinha o título “Exército israelita e Hamas acusados pela AI de violar direito internacional“, quem mandou mudar o título na edição impressa?

Julho 4, 2009 Posted by | 1 | , , | Deixe um comentário

“TRATADOS” no PNET Política

logo-pnetpolitica

A partir de hoje, os posts deste blog constam do PNET Política, site dedicado à divulgação de ideias políticas e ao debate de temas nacionais e internacionais. É dirigido pelo Carlos Santos, Professor na Católica do Porto e analista político, e agrega um conjunto de blogs e de meios de comunicação, bem como de sites de partidos políticos. 

Julho 2, 2009 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

   

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