Tratados

Think tanks e a Estratégia Europeia de Segurança

EuropeanGeostrategyO blog European Geostrategy reúne num mesmo espaço jovens investigadores sobre política externa, de segurança e defesa europeia e especialistas de topo como Jolyon Howorth e Sven Biscop. Faz parte da rede Ideas on Europe, já referida atrás e, num dos seus posts, James Rogers analisa a importãncia do trabalho dos think tanks para a formulação de uma estratégia europeia de segurança. Em “Think tanks and European Security Strategy“, o doutorando de Cambridge defende que, desde os anos 1990, os think tanks têm tido um papel fundamental  na definição da identidade externa da UE, não tanto na elaboração de políticas concretas mas sim através de uma nova construção discursiva que se impôs no médio prazo. Esse novo discurso acerca da chamada “actorness” da UE desenvolveu-se nas suas publicações e, sobretudo, nos inúmeros fora realizados por essas instituições (e, numa segunda fase, pelas próprias instituições europeias), que criaram o hábito de reunir à mesma mesa académicos, decisores políticos e funcionários dos governos nacionais e das instituições de Bruxelas.

O argumento é interessante e subescrevo inteiramente. Não há dúvida que os think tanks influenciam – e numa polity como a UE, permeável às contribuições externas, essa realidade é ainda mais verdadeira. James Rogers prossegue depois com uma lista daqueles que considera terem sido os think tanks mais influentes neste domínio: a alemã Bertelsmann Stiftung, os britãnicos Centre for European Reform e Demos, o belga EGMONT Institute, e ainda o EU Institute for Security Studies e o European Council on Foreign Relations, o mais recente de todos. Também subescrevo, mas acrescento ainda o European Policy Centre e o International Institute for Security Studies

A nível nacional, o IEEI tem realizado, ao longo de 2009, um conjunto de reuniões em que se aborda justamente a questão da estratégia europeia de segurança. Os papers apresentados nas reuniões do Grupo de Reflexão sobre a Estratégia Europeia de Segurança: Que Contribuição Portuguesa? estão disponíveis online,  e apresentam também contributos interessantes. Recomendo “O que seria necessário para construir uma defesa europeia?“, de Carlos Gaspar, e, numa perspectiva focada igualmente em Portugal, “As ‘novas’ tarefas das Forças Armadas: lições de 20 anos de missões em zonas de crise“, de Alexandre Reis Rodrigues. 

Setembro 6, 2009 - Posted by | 1 | , ,

1 Comentário »

  1. […] Portugal e a Estratégia Europeia de Defesa Num post abaixo já havia feito referência aos contributos que think tanks e outros grupos de investigação podem […]

    Pingback por Ainda Portugal e a Estratégia Europeia de Defesa « Tratados | Setembro 17, 2009 | Responder


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