Tratados

O perfil de Herman Van Rompuy

Mr Van Rompuy, from the centre-right political family, is a trained economist and has been running Belgium for less than a year. He writes Haiku (Japanese verse) and is known for his low-key style, which includes a line in self-deprecatory humour and caravan holidays.

He came to prominence after Germany and France a few weeks ago agreed between themselves to promote him. Several diplomats subsequently suggested that his short term in office stood to his advantage as he has had no time to make enemies among other EU leaders.

The presidency decision – nominating a person from a small country with no international profile – confirms the speculation of recent weeks that the majority of member states wanted to choose a person whose main role will be that of an internal fixer, rather than someone who can open doors in Washington and Moscow.

Mr Van Rompuy underlined his low-key approach by saying he intended to be “discreet” and that his personal opinions were “subordinate” to the council. Ler o resto no EUObserver.

Teresa de Sousa, no Público – (…) Tony Blair, que simbolizava a opção diametralmente oposta, com todos os seus defeitos, foi eliminado pelas suas qualidades. Rompuy, com todas as suas qualidades, foi escolhido graças aos seus defeitos. Não poderia haver uma figura mais apagada e sem história que a sua. O Conselho Europeu terá provavelmente um bom gestor da sua agenda, que se esforçará por gerar consensos. Não terá um político capaz de forçar decisões e apontar uma direcção.

A escolha do novo presidente do Conselho Europeu é o resultado da vontade de Merkel, da rendição de Sarkozy e dos fantasmas de muitos dos outros líderes. A chanceler sempre quis alguém que “se contentasse em organizar as reuniões.” Como sempre, não abriu o jogo até ao fim e acabou por impor a sua vontade. O Presidente francês teve, pelo menos, o mérito de ter defendido uma “figura forte”. Começou por Blair e chegou a propor Felipe González. Pagou o preço da sua recente conversão às virtualidades do eixo Paris-Berlim. Não foi por acaso que ontem o “Monde” escreveu: “A rejeição de Blair sela a unidade franco-alemã”. Contra o Reino Unido?

Bernardo Pires de Lima, no i, há dois dias – “Se a ideia era parar o trânsito sempre que o presidente do Conselho Europeu se deslocasse ao exterior, o nome de Van Rompuy não faz parar um caracol em Nova Deli ou uma bicicleta em Pequim. Se Blair era demasiado pesado – e demasiado atlantista – e Juncker demasiado oferecido, Rompuy é demasiado insignificante para quem sonhou alto com a cadeira deste cargo: à medida de um grande líder europeu.

Só que o Tratado de Lisboa não diz nada disto. Estabelece apenas funções de coordenação e “dinamização” dos trabalhos, nomeadamente com a Presidência da Comissão. Dá-lhe o papel de “facilitador” da coesão e dos consensos e exerce, sem prejuízo para as competências do Alto Representante para as Relações Externas, funções de “representação diplomática”. Por outras palavras, só um perfil político muito forte poderia mascarar a sua limitação executiva. Nesta perspectiva, Rompuy assenta que nem uma luva no lugar.(…)”

Novembro 20, 2009 - Posted by | 1 | , ,

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