Tratados

Os valores da UE e a luz sobre Israel

David Newman e Sharon Pardo publicaram ontem um excelente artigo no Jerusalem Post em que abordam o estado das artes da relação entre a UE e Israel. Em Borderline Views: Doomed to succeed, descrevem a forma como a Europa se uniu após a Segunda Guerra, criando um entidade política original em cuja matriz identitária se encontram o respeito pelos direitos humanos, a democracia e o Estado de direito. São estes os valores em que a UE se baseia para escolher os seus parceiros, e foi por eles que construiu com Israel uma relação priveligiada, assente em fortes laços económicos, científicos e culturais.

No entanto, recentemente a UE tem recebido fortes ataques em Israel devido ao financiamento de ONG da sociedade civil e de direitos humanos. Isto surge também uma altura em que o governo de Netanyahu se prepara para aprovar legislação que limita liberdade de expressão e as vozes críticas. A grande vantagem de Israel em relação a muitos outros Estados, e aquilo que lhe permite ser o que é, reside na força e na moderação da sua sociedade civil, grande parte da qual não aceita este tipo de medidas porque sabe que o estilo de vida de que beneficia se baseia precisamente naqueles valores. Por isso é que um grupo de professores da Universidade de Telavive se insurgiu contra Alan Dershowitz, professor da Harvard Law School que, no discurso de aceitação de um prémio naquela universidade israelita, atacou a esquerda e os universitários israelitas que criticam o seu país e em última instância apoiam o boicote académico de que o país tem sido alvo. E é também por isso que David Newman e Sharon Pardo terminam o seu artigo dizendo que

“(…) As long as Israel fails to move from sterile words about its commitment to the development of civil society to meaningful actions, it will remain morally and politically on the other side of Europe’s border. If, as is beginning to happen now, it moves to clamp down on civil society and human rights organizations, then it will not only be beyond the European border, but it will begin to exclude itself from the family of nations for whom democracy and free speech constitute the most basic of common values.”

Enquanto estas vozes se fizerem ouvir, haverá esperança.

Maio 12, 2010 - Posted by | Sem categorias | ,

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