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Julho 31, 2010 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

Sobre Portugal e terrorismo

Obviamente sem qualquer preocupação em ser exaustivo, aqui vai uma lista com algumas das mais importantes e recentes contribuições bibliográficas sobre o tema de Portugal e o terrorismo:

COSTA, Olinda (2009) The Islamist Terrorist Threat In Portugal: An Assessment Of The Threat, Projecto Final de Mestrado, MA Counter Terrorism & Homeland Security Studies, Lauder School of Government, Diplomacy & Strategy, Interdisciplinary Center Herzliya (Israel) e

COSTA, Olinda (2009) The Portuguese Legal and Institutional Frameworks on Counter-Terrorism, Lauder School of Government, Diplomacy & Strategy, Interdisciplinary Center Herzliya (Israel).

NOIVO, Diogo e João DOMINGUES (2009) Combating Complacency: The International Islamist Threat and Portuguese Policy, IPRIS Viewpoints 2, Lisboa: Instituto Português de Relações Internacionais e de Segurança;

PINHEIRO, Paulo Vizeu (2008) “Terrorismo, Intelligence e Diplomacia”, Segurança e Defesa 8: 76-79;

PINTO, Maria do Céu (2010) “Portugal: Avaliação do Sistema de Resposta à Ameaça Terrorista Jihadista”, Segurança e Defesa 13: 40-44;

SILVEIRA, João Tiago e Miguel Lopes ROMÃO (2005) ” Regime Jurídico do Combate ao Terrorismo: os quadros normativos internacional, comunitário e português”, Europa: Novas Fronteiras 16/17: 221-241.

Julho 31, 2010 Posted by | Sem categoria | , , | Deixe um comentário

Cathy Ashton novamente em Israel e nos territórios palestinianos

EPA - European Pressphoto Agency

Cathy Ashton está novamente em Israel e nos territórios palestinianos, pela segunda vez desde que assumiu o cargo de Alta-Representante para a política externa e de segurança da UE. Volvidos quatro meses desde a visita anterior, o discurso-base mantém-se, ainda que com um novo ímpeto causado pelo ataque de Israel à flotilha ao largo de Gaza, em 31 de Maio (ler aqui “Os Alertas Turcos, de Bernardo Pires de Lima“): é necessário terminar com o bloqueio a Gaza, dando oportunidade à economia palestiniana de crescer e de se autonomizar; é preciso fazer com que o processo de paz seja retomado; é necessário libertar Gilad Shalit, soldado israelita em cativeiro desde 25 de Junho de 2006.

Esta segunda visita é mais uma ilustração do alto posicionamento do conflito israelo-palestiniano no ranking de prioridades da acção externa da UE. Os montantes envolvidos na ajuda ao desenvolvimento canalizados para Gaza desde Bruxelas são extensos, e tal é reconhecido pelas autoridades de Gaza, Ramallah e Telavive; mas o sucesso diplomático europeu nesta questão será apurado tendo em vista outros factores. Não é por transferir mais dinheiro que Bruxelas vê a sua voz ser mais ouvida na mesa das negociações; Cathy Ashton e a sua equipa parecem ter percebido que o empenho na resolução deste conflito requer o comprometimento com acções mais ousadas e com tomadas de posição mais exigentes. Ir ao Médio Oriente não chega, mas ajuda.

Enquanto isto, noutro tabuleiro diplomático das relações UE-Israel, continua a jogar-se o jogo das consequências políticas decorrentes do uso de passaportes de cidadãos europeus pela Mossad. Na semana passada surgiu a notícia de que Dublin se opunha à assinatura de um acordo entre a UE e Israel quanto à partilha de dados pessoais de cidadãos europeus, uma iniciativa da Comissão Europeia que visava estreitar a troca de informações com Telavive. As preocupações irlandesas surgem após a suspeita de que a agência secreta israelita usou oito passaportes irlandeses falsos na acção em que matou no Dubai o dirigente do Hamas Mahmoud al-Mahbouh. Estas consequências arrastam-se desde há muitos meses, mas suspeito que não ficarão por aqui.

Ver também no Guardian: “Chris Patten urges bolder EU approach over Middle East conflict“, no EUObserver “Ashton calls on Israel to open border crossing to Gaza” e no Haaretz, com um foco diferente, EU foreign policy chief visits Shalit family, urges Hamas to free captive IDF soldier.

Julho 19, 2010 Posted by | Sem categoria | , , , , | Deixe um comentário

“The EU can be a player, not just a payer”

Curiosamente é o próprio primeiro-ministro palestiniano que diz aquilo que a UE deveria ser, num engraçado jogo de palavras que caricatura bem a grande parte da política da UE em relação ao conflito israelo-palestiniano. (PS – na notícia, conferir intervenção do eurodeputado Miguel Portas)

Fayyad at the EP: EU can be a player, not just a payer

The EU, as the biggest donor to the Palestinian Authority, has a more important role to play now than ever before, Palestinian Prime Minister Salam Fayyad told Budgets Committee MEPs on Tuesday.

Julho 14, 2010 Posted by | Sem categoria | , , , , | Deixe um comentário

Vistos de Portugal e da Europa, os reactores nucleares do Irão ficam lá longe

Lisboa, 13 jul (Lusa) — O embaixador de Israel em Lisboa criticou hoje a decisão de Portugal de receber o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, considerando-a “surpreendente e dececionante” e contrária à posição europeia de condenação do regime de Teerão.

Numa nota enviada à Agência Lusa a propósito da visita a Lisboa, hoje e quarta-feira, de Manuchehr Mottaki, o embaixador israelita, Ehud Gol, evoca a declaração aprovada em junho pelos líderes da União Europeia condenando a falta de cooperação de Teerão em relação ao seu programa nuclear e a decisão europeia de aplicar novas sanções.

“É por esta razão que se torna extraordinariamente surpreendente e dececionante que alguns países europeus ajam de uma forma que contraria as próprias decisões da instituição europeia de que fazem parte, abrindo as suas portas aos altos representantes daquele regime pária e transmitindo, consequentemente, uma mensagem dúbia a Teerão”, afirma o embaixador na nota.

Julho 13, 2010 Posted by | Sem categoria | 1 Comentário

“A Society Falling Apart”

Por estas e por outras verdades Zeev Sternhell já sofreu a ira de muitos israelitas. Em 25 de Setembro de 2008, a sua casa foi atacada com uma bomba artesanal, num exemplo de uma perseguição que às vezes faz lembrar o que acontece ainda hoje com os cartoonistas que desenharam Maomé. Mas felizmente Zeev Sternhell prefere estar do lado certo da história e continua a ter uma visão lúcida sobre a sociedade e a política israelita. Hoje, no Haaretz, publica “A Society Falling Apart“:

From the Second Lebanon War to the Gaza flotilla – and this period includes Operation Cast Lead – Israel’s failures have been much greater than its successes. Against this backdrop, Israel’s moral crisis is getting deeper all the time. Vale a pena ler o resto.

Julho 9, 2010 Posted by | Sem categoria | | 1 Comentário

Passaportes falsos, vergonha a sério

Tinha dito aqui que o caso do assassinato do agente do Hamas no Dubai por agentes da Mossad era grave demais para ser ignorado. As consequências continuam a verificar-se publicamente todas as semanas. Em Varsóvia, ontem foi levado a tribunal Uri Brodski, alegado membro da Mossad envolvido naquele caso. Depois da Irlanda, Austrália e Reino Unido (pelo menos), que vêem na gravidade do caso a legitimação para a expulsão de diplomatas (como se fazia antigamente), as teias deste caso vergonhoso chegam à Polónia – mais um país da UE. Se tudo isto é público, imagino o que não seja.

Ler mais aqui – Poland to extradite alleged Mossad agent tied to Dubai killing e Alleged Mossad agent may appeal extradition over Dubai hit

Julho 8, 2010 Posted by | Sem categoria | , , , | Deixe um comentário

Mais alguns danos colaterais agora de manhã

KABUL, Afghanistan (AP) — NATO mistakenly killed five of its Afghan army allies in an airstrike Wednesday while the Afghans were attacking insurgents in the country’s east, officials said.

Julho 7, 2010 Posted by | Sem categoria | , | Deixe um comentário

Do Transatlantic Relations Still Matter?

Transatlantic Relations-Illustration for Chief Executive Magazine © 2005 Tamara Guion

Sim, é longo, mas vale a pena. Excertos da recensão de Sophie Meunier relativa à sessão “Do Transatlantic Relations Still Matter?“, que teve lugar em Montreal na Conferência do Council for European Studies da Universidade de Columbia, em Abril.

“For Andrew Moravcsik, Professor of Politics and International Affairs and Director of the European Union Program at Princeton University, and Senior Fellow at the Brookings Institution, transatlantic relations matter immensely because it is Europe, not China or India, which will be the second global superpower, both in military and civilian terms, for most of the 21st century. This is already true today, though few people, including Europeans, realize it. Excessive pessimism about Europe’s decline stems in part from a tendency to focus on headline-grabbing problems, such as those that often dominate the US-China relationship, rather than stable and incremental cooperation, such as dominates the US-European relationship.

But, more fundamentally, it stems from a basic theoretical misunderstanding by realists, who continue to hold 19th century views about the primacy of “hard” power population, aggregate national income, and military force in great power relations. Many scholars and statesmen would concede that most 21st century global problems can be managed only using “civilian” power, which rests on high per capita income, high technology, international institutions, a robust civil society, close alliances with in!uential actors, and attractive of social and political values. By this measure, Europe is the world’s second superpower. Yet when these same people assess the relative geopolitical standing of nations, they revert to 19th century categories: only big countries with big populations, large aggregate income, a single sovereign state, and massively manned military are treated as superpowers. They fail to understand that active global power projection is increasingly a luxury good available only to those states with high per capita incomes—which is why China and India do so little of it. Even in the military area, Europe, with 21% of the world’s military spending, has 100,000 troops active in global combat situations, compared to China or India, with 4% and 3% of global military spending respectively, and a couple of thousand troops abroad each. Hence, the endless debates about institutionalizing, centralizing and strengthening of European foreign policy as preconditions for the exercise of Euro-power are beside the point: power does not need to be centralized to be usable in the networked world of the 21st century. The transatlantic relationship is more crucial than ever.

One pillar, the US, provides the hard power (and is the “second superpower” on the civilian side) while the other pillar, Europe, specializes in the use of economic in!uence, international law, and power of attraction (while remaining the “second superpower” on the military side). None of this is likely to change for two or three generations.”

Julho 6, 2010 Posted by | Sem categoria | , , | Deixe um comentário

O ponto de partida

Copyright © Steve Bell 2008

Netanyahu viajou ontem à noite para Washington afim de reunir com Obama e de procurar estreitar laços diplomáticos com a Administração. Como se viu no passado recente, partir para este tipo de encontros com uma mão cheia de nada é contra-producente, e é por isso que na pasta do primeiro-ministro israelita vai um conjunto de propostas que ilustram uma nova abordagem israelita em relação ao processo de paz.

Em relação a este quinto encontro entre Obama e Netanyahu, o Haaretz descreve o estado actual desta relação de forma lapidar: “Obama is not convinced that Netanyahu is serious in his declared intentions regarding the process, and the Israeli premier is not confident that the current American administration is committed to maintaining the same relations with Israel as those held by its predecessors.” Mas isto não reduz, necessariamente, as expectivas quanto ao desfecho da reunião, uma vez que, sendo tão baixo o ponto de partida, o saldo do encontro pode até ser positivo.

Entretanto, Cathy Ashton pronunciou-se sobre as novas medidas propostas pelo Governo de Netanyahu relativamente a Gaza, congratulando-se com o facto de esta política poder ter impacto real na melhoria da qualidade de vida da população. Se a comunidade internacional perceber que só com grande pressão diplomática as coisas se começam a resolver, então aí tudo será melhor para todos – incluíndo os israelitas.

Julho 6, 2010 Posted by | Sem categoria | , , , | 4 comentários

Toda a África num penalti

Todo o drama da história africana esteve representado naquele penalti, uma micro-representação da actual realidade social, económica e política. Onde a maioria viu fado, drama, azar, preto vs branco e outras circustâncias imponderáveis inerentes à própria marcação de um penalti decisivo, eu vi  fado, drama, azar, preto vs branco e outras circustâncias imponderáveis inerentes à própria marcação de um penalti decisivo e também incompetência.

Julho 2, 2010 Posted by | Sem categoria | 2 comentários

   

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