Tratados

O ponto de partida

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Netanyahu viajou ontem à noite para Washington afim de reunir com Obama e de procurar estreitar laços diplomáticos com a Administração. Como se viu no passado recente, partir para este tipo de encontros com uma mão cheia de nada é contra-producente, e é por isso que na pasta do primeiro-ministro israelita vai um conjunto de propostas que ilustram uma nova abordagem israelita em relação ao processo de paz.

Em relação a este quinto encontro entre Obama e Netanyahu, o Haaretz descreve o estado actual desta relação de forma lapidar: “Obama is not convinced that Netanyahu is serious in his declared intentions regarding the process, and the Israeli premier is not confident that the current American administration is committed to maintaining the same relations with Israel as those held by its predecessors.” Mas isto não reduz, necessariamente, as expectivas quanto ao desfecho da reunião, uma vez que, sendo tão baixo o ponto de partida, o saldo do encontro pode até ser positivo.

Entretanto, Cathy Ashton pronunciou-se sobre as novas medidas propostas pelo Governo de Netanyahu relativamente a Gaza, congratulando-se com o facto de esta política poder ter impacto real na melhoria da qualidade de vida da população. Se a comunidade internacional perceber que só com grande pressão diplomática as coisas se começam a resolver, então aí tudo será melhor para todos – incluíndo os israelitas.

Julho 6, 2010 - Posted by | Sem categorias | , , ,

4 comentários »

  1. Se Israel perder como 1º aliado os EUA, vão ficar isolados, dado que os restantes grandes países já se estão a colocar de parte! Israel vai ter de mostrar que realmente quer mudar a sua estratégia! Vamos ver no que dá este encontro! Mas, sinceramente, tenho muito poucas esperanças!

    Comentar por Paulo Simoes | Julho 6, 2010 | Responder

  2. As esperanças estão relacionadas com as expectativas que existem a priori; se estas não são muito elevadas, isso até pode ser benéfico.
    Em relação ao resto, nao se trata propriamente de os EUA isolarem Israel, porque isso será sempre radical demais. Mas que uma posição mais enérgica de Washington é sempre decisiva, lá isso é verdade…
    Abraço

    Comentar por Bruno Oliveira Martins | Julho 6, 2010 | Responder

  3. Se calhar não me soube explicar😀
    Obviamente que EUA nunca deixará Israel se isolar mas só o facto dos EUA não apoiar publicamente alguma das decisões de Israel, “faz moça”!

    Comentar por Paulo Simoes | Julho 6, 2010 | Responder

  4. Exacto

    Comentar por Bruno Oliveira Martins | Julho 6, 2010 | Responder


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