Tratados

Terrorismo na Europa: “Todas as luzes estão vermelhas”

Mais cedo ou mais tarde, algum dos vários atentados que constantemente são desmantelados vai passar desapercebido, e não é improvável que seja na Dinamarca. De acordo com o Washington Times, o director do FBI, Robert Mueller, numa audição perante o Senado, referiu que “apesar da forte pressão que a luta contra o terrorismo lhe impõe no exterior, a Al Qaeda continua empenhada em executar ataques em grande escala dirigidos a alvos europeus e norte-americanos“. Alguns agentes europeus referiram nos últimos dias que os alarmes dispararam, e, na expressão do responsável máximo pelos serviços de inteligência e de contra-terrorismo franceses, todas as luzes estão vermelhas. Disparam  de todos os lados“. Um antigo responsável dos serviços secretos norte-americanos diz que os níveis de alerta actuais encontram-se semelhantes aos verificados no verão de 2001.

Um dos alvos preferenciais continua a ser o Jyllands Posten, o jornal dinamarquês que em 2005 publicou as caricaturas de Maomé. Nos Estados Unidos, a detenção de David Coleman Headley, cidadão americano detido com base em actividades terroristas na ìndia e na Dinamarca, revelou que este se encontrava na Europa enviado por Mohammed Ilyas Kashmiri, um operacional da Al Qaeda que aparentemente lhe forneceu dinheiro e armas para levar a cabo  um atentado contra o diário dinamarquês. Aguardemos, pois.

 

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Setembro 27, 2010 Posted by | Sem categoria | , , | Deixe um comentário

Aprendido na Dinamarca

Eles têm tudo aquilo de que precisam, porque não têm aquilo de que não precisam.

Setembro 27, 2010 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

Administração Obama e agora tudo vai mudar para melhor.

A Embaixadora dos Estados Unidos na Dinamarca veio hoje à universidade falar sobre as relações entre os Estados Unidos e a União Europeia. Só falou dos Estados Unidos.

Setembro 22, 2010 Posted by | Sem categoria | , , | 2 comentários

“Desculpe, mas não pode entrar” – ou a actual relação UE-Israel

No dia 8 de Dezembro de 2009, uma delegação de Euro-Deputados deslocou-se propositadamente a Gaza para visitar in loco o estado da situação da população palestiniana. Na altura relatei aqui que, não obstante terem tido a aprovação prévia das autoridades israelitas, horas antes de entrarem neste território controlado pelo Hamas foram informados, pelas mesmas autoridades israelitas, que afinal não iam poder entrar. Nessa mesma tarde, o Conselho tinha reunido em Bruxelas e havia reiterado a inadmissibilidade da actuação de Israel para com Gaza. Foi uma viagem em vão.

Ontem, uma visita de presidentes de Câmara israelitas à Holanda, previamente combinada, foi cancelada pelo Ministro do Negócios Estrangeiros holandês. O motivo, explicitamente nomeado, foi a presença, na lista de integrantes dessa visita, de autoridades políticas israelitas provenientes dos colonatos (não lhes quero chamar “presidentes de câmara de colonatos”). Com esta atitude, o governo holandês dá um sinal politicamente muito importante no sentido de não aceitar reconhecer tacitamente a legitimidade daqueles representantes políticos provenientes dos colonatos.

Mas, mais do que uma questão de legitimidade, para a UE trata-se aqui de legalidade, e é muito importante sublinhar isto. Como se sabe, no direito comunitário vigora um princípio de case law, segundo o qual os acórdãos do Tribunal de Justiça da UE são vinculativos, tanto no caso concreto como em casos semelhantes no futuro, sendo os seus efeitos vinculativos para cidadãos, instituições europeias e governos nacionais. Ora, em 2009, o Tribunal de Justiça pronunciou-se explicitamente sobre os colonatos israelitas, num caso relativo às taxas aplicáveis aos produtos importados de Israel. Esta questão havia igualmente levantada por Londres, como referi aqui em Novembro de 2008. No caso julgado em 2009, o Tribunal de Justiça referiu que os benefícios comerciais afectos às trocas comerciais entre Israel e UE não se aplicam aos produtos produzidos para lá da Linha Verde – a fronteira de Israel anterior à expansão resultante da Guerra dos Seis Dias, de 1967. Na prática, o Tribunal de Justiça considerou que, do ponto de vista jurídico, a UE não reconhece os colonatos israelitas construídos em território palestiniano. Tanto do ponto de vista jurídico como do político, a actuação relatada acima do Governo holandês está de acordo com as directrizes de Bruxelas, sendo portanto totalmente compatível com a posição oficial da UE em relação aos colonatos.

Esta mesma circunstância foi referida por Sharon Pardo, reagindo a esta acção holandesa. Este académico israelita, autor de “Uneasy Neighbors: Israel and the European Union” (na imagem aqui ao lado) refere que aquela actuação é apenas um reflexo do estado em que se encontram as relações UE – Israel, num impasse desde 2008 e permeadas com um discurso político de crescente crispação. De facto, como se infere do que ficou dito acima, é aí que muitas das questões com Israel devem ser tratadas: nos tribunais. Se, ao longo do processo de integração europeia, foi o Tribunal de Justiça que moldou a identidade jurídica da UE, alargando as áreas de actuação para novos domínios e aprofundado os níveis de integração, pode ser que a sua actuação neste caso concreto defina a posição da UE de forma mais vigorosa que os políticos têm conseguido.

Setembro 21, 2010 Posted by | Sem categoria | , | 3 comentários

Ridículo, ridículo…

Por muito que as fronteiras entre “esquerda” e “direita” tenham vindo a ser matizadas, e por muitas sub-divisões mais sofisticadas que existam, a verdade é que há determinados temas que agradam mais à direita e outros mais à esquerda. Entre estes últimos, duas das suas maiores bandeiras são os direitos das minorias sexuais (Lésbico, Gay, Bisexual e Transgénero – LGBT) e o sentimento anti-Israel. Quanto mais à esquerda, mais pró e mais anti, respectivamente. E, como em todas as posições extremadas, às vezes a vontade de dizer mal é tanta que se cai no ridículo – principalmente quando se tenta conjugar posições em relação a estes temas. É que Israel (sobretudo Telavive) é uma das capitais da tolerância em relação a LGBT. Todos serão bem-vindos na Gay Parade do próximo ano. 

Justamente a esta hora, em Lisboa, algumas pessoas devem estar reunidas em frente à Embaixada de Israel para protestar. Para reclamar. Por descriminarem LGBT? Não, por apoiarem LGBT. A Embaixada de Israel em Portugal, uma vez mais, apoia financeiramente o Festival Queer Lisboa, o festival de LGBT. Porque, dizem os militantes, Israel quer passar a ideia de que Israel é um oásis de tolerância, e ocultar a questão palestiniana e o desrespeito pelo direito internacional, etc. Apoio, sim. De Israel, não. Gays, sim. Gays de Israel, não.

 

 

Dava-me jeito encontrar uma forma de rematar este texto com alguma piada ou algum comentário, mas isto de facto é tão ridículo que nem vale a pena ir mais além.

Setembro 17, 2010 Posted by | Sem categoria | | Deixe um comentário

A geração LOL

Hoje estava nas aulas e ao meu lado estava sentada uma rapariga com um pequeno computador. O seminário em que estou inscrito é dirigido para alunos estrangeiros, e por isso só tem pessoas que vieram de várias partes do mundo para a Universidade de Aarhus aprender qualquer coisa. 9h20, 20 minutos de aula, e ela abre a sua página do facebook, onde escreve numa língua estrangeira “Estou nas aulas” e mais qualquer coisa. Durante os 30 minutos seguintes, concentrou toda a sua atenção e energia (bens escassos numa manhã chuvosa) em responder aos inúmeros comentários que lá surgiram. Engana-se quem pensa que ela estava nas aulas a usar o facebook. Ela estava no facebook respondendo a comentários sobre a aula onde ela, efectivamente, não estava.

Há uns anos li uma reportagem sobre hábitos noctívagos dos adolescentes, mais especificamente sobre o seu comportamento nas discotecas. Na altura, li – e estranhei – que passavam a noite com o telemóvel na mão a enviar mensagens. Estavam lá mas estavam com outros; mas também não estavam com os outros porque estavam lá. Estavam a meio caminho entre dois lados, estando em lado nenhum. Esta geração, a que chamo geração LOL, não está nunca em lado nenhum; está num sítio a dizer a todos os outros que está num sítio, estando portanto em todos esses outros sítios que não o sítio onde fisicamente está. Mais do que estar numa discoteca a absorver o que uma discoteca tem para oferecer, eles estão em qualquer outro lado a dizer que estão numa discoteca a absorver tudo o que uma discoteca tem para oferecer. O que, como se sabe, são coisas totalmente diferentes. Parecidas, mas totalmente diferentes. Tão diferentes como escrever assim ou “xkrver axim”.

Setembro 15, 2010 Posted by | Sem categoria | 3 comentários

Vasculho

Todos os dias – literalmente – o google reencaminha para o este blog alguém que procura “camorra em Portugal” e “mossad”. Haverá assim tantos interessados?

Setembro 15, 2010 Posted by | Sem categoria | 2 comentários

Eu também votava a favor

Com uma diferença destas, é mais difícil considerar-se esta ainda uma questão fracturante na política francesa. Numa sociedade em que tudo se discute e disputa, esta votação tem uma explicação simples: a norma aprovada é óbvia.

BREAKING: French Senate approves burka ban, 246:1
(via Islam in Europe)

The French Senate passed the anti-burka bill into law today. 246 Senators voted for, 1 against. The bill prohibits wearing the burka in public and fines all violators.

The bill was approved by the lower house in July. It’s next hurdle will probably be the Constitutional Court.

Setembro 14, 2010 Posted by | Sem categoria | | 1 Comentário

Vamos fazer o que ainda não foi feito (2)

Adenda importante ao post anterior:

 

 

 

 

 

 

 

Com 21 anitos, o Figo tanto queria sair de Portugal que até assinou dois contratos ao mesmo tempo… Juventus e Parma. Ficou impedido de jogar em Itália nos dois anos seguintes. Apesar do que diz agora acerca de Portugal, enquanto cá estava, Figo foi um dos nossos!

Setembro 14, 2010 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

Vamos fazer o que ainda não foi feito

Por coincidência, li ontem dois “textos” chamando a atenção para a mesma realidade. São duas pessoas que se encontram em lugares distantes no meu ranking de simpatia e consideração, mas que apresentam duas visões complementares sobre o mesmo objecto de análise. Em primeiro lugar, Nuno Monteiro, investigador e professor da Universidade de Yale, referiu no seu blog um estudo académico intitulado “L-worlds: The curious preference for low quality and its norms.” O trabalho, conduzido por dois investigadores italianos, refere-se a Itália, mas faz lembrar também outro país. O resumo reza assim:

 

We investigate a phenomenon which we have experienced as common when dealing with an assortment of Italian public and private institutions: people promise to exchange high quality goods and services (H), but then something goes wrong and the quality delivered is lower than promised (L). While this is perceived as ‘cheating’ by outsiders, insiders seem not only to adapt but to rely on this outcome. They do not resent low quality exchanges, in fact they seem to resent high quality ones, and are inclined to ostracise and avoid dealing with agents who deliver high quality. This equilibrium violates the standard preference ranking associated to the prisoner’s dilemma and similar games, whereby self-interested rational agents prefer to dish out low quality in exchange for high quality. While equally ‘lazy’, agents in our L-worlds are nonetheless oddly ‘pro-social’: to the advantage of maximizing their raw self-interest, they prefer to receive low quality provided that they too can in exchange deliver low quality without embarrassment. They develop a set of oblique social norms to sustain their preferred equilibrium when threatened by intrusions of high quality. We argue that cooperation is not always for the better: high quality collective outcomes are not only endangered by self-interested individual defectors, but by ‘cartels’ of mutually satisfied mediocrities.

E depois desta apresentação tentadora, começa assim:    

We have spent our academic careers abroad, Gloria in France and Diego in Britain. Over this long period of time each of us has had over a hundred professional dealings with our compatriots in Italy – academics, publishers, journals, newspapers, public and private institutions. It is not an exaggeration to say that 95% of the times something went wrong. Not catastrophically wrong, but wrong nonetheless.

Sometimes what goes wrong is timing, things do not happen when they are supposed to happen. Or they happen in a different form from that which was planned or are simply cancelled. Workshops have twice or half as many people as one was told to expect, the time allocated to speak is halved or doubled, proofs are not properly revised or mixed up, people do not show up at meetings or show up unannounced, messages get lost, reimbursements are delayed, decreased or forgotten altogether. This experience now extends to internet dealings: relative to those in other countries, Italians websites are scruffier, often do not work properly, remain incomplete or are not updated, messages bounce back, e-mail addresses change with dramatic frequency, and files are virus-ridden.

Também ontem Luís Figo, ele mesmo, referiu o seguinte:

Por conta dos últimos acontecimentos, estou queimado em relacão a Portugal. Quando quiser mais problemas, regresso a Portugal. Quando quiser não estar tranquilo, regresso a Portugal.” E remata com: “Sou patriota, gosto dos portugueses, mas gosto mais de mim”.

Se quisermos desmenti-los, vamos ter de nos esforçar um bocado mais.

Setembro 14, 2010 Posted by | Sem categoria | , | 5 comentários

Limpar o pó das universidades portuguesas

Soube-se agora que o curso de Relações Internacionais da Faculdade de Letras da Universidade do Porto é dos cursos do ensino superior cuja média de entrada é mais alta. Mais de 17 valores. No entanto, os seus professores não são licenciados nem mestres nem doutorados em Ciência Política/Relações Internacionais. Vêm recrutados de outros departamentos da FLUP ou mesmo de outras faculdades da UP, porque os seus horários têm de ser preenchidos de qualquer forma. Bons alunos, maus professores. E mau ensino.

Isto só é possível  por causa do clássico establishment académico nacional, que permite que alguns professores se arrastem nas universidades eternamente, sem prestarem provas, sem trabalharem, sem terem aulas para dar. Alguns rastejam anos e anos e anos (oito, dez) para concluir o doutoramento, outros nunca o farão. São esses professores que enchem as vagas que impedem que uma nova geração chegue ao sítio onde já deveria estar; o sítio onde estaria se estivesse num outro país. Por muitos defeitos que o sistema de Bolonha tenha, pelos menos terá o mérito de contribuir para mudar o status quo. É preciso limpar o pó das universidades portuguesas, e varrê-lo para bem longe.

Setembro 14, 2010 Posted by | Sem categoria | | 5 comentários

Mais indicadores de actividade terrorista na Dinamarca

Para continuar a acompanhar…

Security at possible terrorist targets stepped up

Police nationwide are on increased alert for possible terrorist attacks after yesterday’s arrest of a man in conjunction with a minor explosion in central Copenhagen.

The move, which includes additional security at Copenhagen Airport as well as possible targets, comes after investigators initially downplayed terrorism as a possible motive.

Evidence now indicates that the explosion was a failed terrorist attack, and intelligence service PET could not rule out that man taken into custody as a suspect may have had accomplices.

But Jakob Scharf, the director of PET, cautioned during a press conference today that it was ‘too early to say whether there was a connection with terrorism or other form of serious crime’.

The police have also indicated that a pistol was found at the scene of the explosion.

The suspect has refused to talk to police, but has been identified as a foreign citizen. He remains in hospital after receiving light injuries when the bomb exploded in the bathroom of a hotel near Copenhagen’s Nørreport Station, the nation’s busiest railway hub.

Setembro 11, 2010 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

Nada

Ontem ao fim da tarde estive no extraordinário City Hall de Estocolmo, na sala onde são entregues os Prémios Nobel – todos, menos o da Paz, que é entregue em Oslo. A memória selectiva é horrivelmente implacável, mas de facto só me lembrava de Ramos Horta a deixar cair a medalha (em Oslo). Lembrei-me também de Saramago e não senti nada. Acredito que seja por ser um mau português.

Setembro 11, 2010 Posted by | Sem categoria | 1 Comentário

Por que não sou contra o centro cultural islâmico em Manhattan

Se estivesse em posição de ter de tomar decisões, não tomaria a iniciativa de propor a construção de um centro cultural islâmico perto do local dos atentados de 2001. Saberia que estaria a ferir algumas sensibilidades entre o grupo de vítimas e familiares de vítimas dos ataques, estaria a dar argumentos a quem não pensa da mesma forma que eu, e teria poucos ganhos. Por isso não me lembraria de propor tal iniciativa.

Se, no entanto, a proposta me chegasse às mãos, e exigisse uma tomada de posição, não me oporia. Porque é nas situações-limite, quando surgem os desafios, que a verdadeira força das convicções e dos valores se deve afirmar. Poderia sempre dizer-se que não se trata de uma mesquita, que não é no ground zero, que esta é uma “não-questão”. Mas isso, respectivamente, não seria nem rigoroso nem verdade. Seria uma forma de, politica e levianamente, tentar escapar entre os pingos da chuva sem se molhar, sem se pronunciar sobre o que está em causa. E, para mim, a questão que está em causa verdadeiramente – a construção de um local afecto ao islão perto da zona dos atentados de 2001 – trata-se em torno de duas ideias principais:

– os atentados terroristas – estes e outros – foram (e são) praticados por uma escandalosa minoria dos muçulmanos. Também por isso, não devem pôr em causa o princípio da liberdade religiosa, da liberdade de culto e o respeito pelas liberdades fundamentais. Do ponto de vista retórico, os ataques são feitos “em nome do islão”, mas não em nome do islão maioritário. Muitos dos principais problemas associados ao islão são, no mínimo, passíveis de muita discussão e não são praticados pela maioria (ou sequer por uma minoria significativa) dos muçulmanos. Quantas pessoas estão sob a sharia? Qual é a percentagem de muçulmanas que usa burqa ou véu integral? Os terroristas – estes terroristas – são muçulmanos, mas não são terroristas por serem muçulmanos.

– O argumento mais forte para sustentar esta posição é a quantidade de muçulmanos mortos em sequência de ataques terroristas praticados por outros muçulmanos. Se o seu problema fosse “só” os Estados Unidos, Israel ou o modo de vida ocidental, não morriam centenas de muçulmanos todos os meses no Iraque e no Afeganistão. A sua agenda é política, não religiosa. Não ignoro que, retoricamente, o uso da alavanca do islão é mobilizador nos processos de recrutamento de activistas; não ignoro que a justificação dos actos com recurso ao islão aumenta a base de apoio dos ataques. Mas a verdade é que a agenda dos terroristas é eminentemente política. Mesmo o desejo de reinstaurar uma espécie de “califado” no mundo ocidental é um desejo político. E, por isso, é nessa esfera que o fundo problema deve ser tratado. É isso que a racionalidade requer.

Obama: “We are not at war with Islam, but with terrorists that have distorted Islam”

Setembro 11, 2010 Posted by | Sem categoria | , , | 1 Comentário

A seguir adicionam-na no facebook. LOL.

Foreign ministers lobby Ashton by SMS on top jobs

EUOBSERVER / BRUSSELS – Foreign ministers lobbied EU top diplomat Catherine Ashton by every means possible including “by SMS” to get their candidates appointed to the new European External Action Service (EEAS), Finnish FM Alexander Stubb said during a meeting in Brussels on Friday (10 September).

Ler o resto aqui, no EUObserver

Setembro 10, 2010 Posted by | Sem categoria | , | Deixe um comentário

Défices académicos, défices reais

Stelios Stavridis, um respeitado académico baseado actualmente na Universidade de Saragoça, veio hoje de manhã à Universidade de Aarhus dar uma aula um torno do conceito de “civilian power Europe” nums perspectiva do déficit democrático da UE. A essa mesma altura, Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, fazia o primeiro “discurso sobre o Estado da União” no Parlamento Europeu, o órgão mais “democraticamente legítimo” da UE. Anteontem, o EUObserver noticiava que os deputados europeus foram informados de que seriam multados caso faltassem à sessão plenária de hoje, isto seguindo rumores de que as faltas poderiam ser muitas. Quando o próprio órgão que representa a democracia da UE (e por virtude da qual reclama – e obtém – permanentemente mais poderes) não demonstra o minímo respeito democrático pelas outras instituições, de que se serve andarmos nós a discutir o sexo dos anjos?

Setembro 7, 2010 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

Há insensíveis como eu

Lamento a falta de romantismo e de veia poética. Mas, efectivamente, nunca percebi quem diz que o “direito” é “bonito”.

Setembro 6, 2010 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

Strategic Survey for Israel 2010

No recente “Strategic Survey for Israel 2010“, o Institute for National Security Studies, baseado na Universidade de Telavive, publica um capítulo acerca das relações entre a UE e o Médio Oriente, da autoria de Shimon Stein (download grátic clicando aqui). Não é comum encontrar textos do INSS sobre a UE, uma revelação tácita do papel estratégico da UE aos olhos deste think tank israelita.

Setembro 5, 2010 Posted by | Sem categoria | | Deixe um comentário

You can’t always get what you want

No google escreveram “como ser anti semita” e vieram ter a este blog. Enganaram-se na porta.

Setembro 5, 2010 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

Aarhus Universitet

Nos próximos meses estarei no Departamento de Ciência Política da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Não faltam temas políticos interessantes por aqui, nestas latitudes, sobretudo no que se refere a tensões sociais decorrentes do racismo e da crescente presença muçulmana – uma tendência transversal a grande parte da Europa e para a qual as sociedades europeias ainda não encontraram resposta. Além disso, num departamento com 1700 alunos e alguns dos maiores especialistas da Europa em questões europeias, não faltarão nunca os motivos de interesse para ir relatando por aqui.

Setembro 1, 2010 Posted by | Sem categoria | | 1 Comentário

   

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