Tratados

“Sim, sabemos do que falamos”

Um vasto conjunto de investigadores e professores de Relações Internacionais, bem representativo desta comunidade em Portugal, assina hoje um artigo no Público que responde a um outro artigo, publicado no mesmo jornal, no qual a socióloga Maria Filomena Mónica, por ocasião das manifestação da “Geração à Rasca”, havia criticado a existência, os conteúdos e qualidade do corpo docente destes cursos. “Isto habilita-os a quê? Alguém se deu ao trabalho de olhar o conteúdo destes cursos. Os docentes que os regem sabem do que falam? Duvido”.

A resposta a estas perguntas é dada no artigo. Mas a questão vai um pouco mais longe do que a própria licenciatura em Relações Internacionais e a sua empregabilidade. Vai de encontro à própria função das universidades e, mais ainda, da própria importância do estudo das Humanidades para questões tão vitais da nossa vida em sociedade como a cidadania, a democracia, a criatividade e o estímulo intelectual – no fundo, tudo o que nos distingue quer de animais, quer de robots. Todos estes argumentos estão desenvolvidos neste maravilhoso livro cuja capa acompanha este texto. Em “Not For Profit: Why Democracy Needs Humanities“, Martha Nussbaum destaca o papel das humanidades e a necessidade de a sociedade e as universidades voltarem a centrar-se no conhecimento e não se tornarem meros formadores de trabalhadores destinados apenas a cumprir uma determinada função na sociedade – função esta que, em última instância, está sempre orientada para a produção, o lucro e o enriquecimento material. Durante séculos, o conhecimento de línguas, a multidisciplinariedade, o saber transversal ou o conhecimento das várias formas de arte faziam parte do que efectivamente deveria ser aprendido, porque eram estas questões que constituiam o corpo principal do conhecimento. Hoje já não é assim,  mas está na altura de recentrarmos prioridades. 

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Março 28, 2011 Posted by | Sem categoria | | 2 comentários

Custa ouvir mas é a verdade

When Israel’s politicians sit idle, terrorists step forward

Sooner or later, and not very much later, the cycle of bloodshed will return. Maybe it already has. We haven’t managed to break it, and maybe we didn’t really try.

Years of relative quiet lulled Israeli diplomacy into complacency, and it refuses to be aroused. If things are quiet, why take the initiative to disturb the calm? Our politicians refused to wade into the quiet prequel. It’s like a sauna. They can sweat without exerting themselves, and they refuse to see the approaching storm.

Ler o resto da análise de Yossi Sarid no Haaretz aqui

Março 24, 2011 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

Business as usual

Fonte: AP

Após três anos de ausência de atentados terroristas em solo israelita, Jerusalém voltou hoje a sentir a explosão de uma bomba numa paragem de autocarro. Um morto, trinta feridos e algumas coisas ainda por perceber, nomeadamente a eventual relação com o lançamento de um rocket a partir de Gaza em direcção a Beersheva, umas horas antes.

Netanyahu cancelou a visita a Moscovo que tinha programada para acompanhar a situação. É uma experiência traumatizante e corresponde ao renascimento de um sentimento colectivo de insegurança que os israelitas tanto têm feito por esquecer, uma vez que o último ataque terrorista à bomba em Jerusalém foi em 2004. A sucessão de reacções oficiais palestinianas e israelitas traz luz em relação àquilo que se pode esperar nos próximos dias, sendo que dificilmente deixará de haver qualquer tipo de acção por parte das forças israelitas, ainda que o primeiro-ministro palestiniano Fayyad tenha condenado o ataque de forma veemente. Ehud Barak, ministro da defesa, associou o ataque ao Hamas e deixou no ar uma clara intenção de retaliação. Como sempre, será uma questão de horas.

Março 23, 2011 Posted by | Sem categoria | , , , | Deixe um comentário

Girl power

No Dia Internacional da Mulher, Cathy Ashton escolhe Ana Paula Zacarias, uma diplomata portuguesa para chefiar a missão da UE no Brasil, país governado por Dilma Rousseff.

Março 8, 2011 Posted by | Sem categoria | 1 Comentário

Visualizar um plágio

Espectacular esquema visual do plágio efectuado pelo Ministro da Defesa alemão na sua tese de doutoramento. O vermelho escuro representa plágio total, explícito ou encoberto; o vermelho claro representa outras formas de plágio.

Fonte: Gregor Aisch

Março 3, 2011 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

Revolta no Bairro Rosa?

De acordo com a  TSF, há muita gente revoltada com o aumento das rendas no Bairro Rosa, em Almada, o primeiro em 25 anos. Pois eu indigno-me é por esta gente estar há 25 anos a pagar 20 euros por mês por uma casa. Ainda há muito lixo para varrer antes de este país endireitar.

“As rendas não aumentavam há mais de 25 anos, mas o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), que no ano passado fez melhorias no bairro no valor de cerca de três milhões de euros, decidiu agora aplicar o regime de renda apoiada. Há casos em que a renda passou de cinco para 250 euros e outros que dispara de 20 para 750 euros.”

Março 3, 2011 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

Português não é para principiantes

Uma pessoa conhecida minha, da Letónia, mandou-me um mail no qual tentou escrever “Matosinhos” e o resultado, literalmente, foi: “Mui…tajinjos”. Seguidamente, despediu-se: “Obrigada and beihinjos”.

Março 1, 2011 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

   

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