Tratados

Crise e laxismo

A óptima entrevista que Maria João Rodrigues está a dar na TSF acerca da crise financeira, a integração europeia e a sociedade do conhecimento pode ser assimilada em conjunto com esta notícia do Público. Não há estratégia que sobreviva ao laxismo e à falta de rigor.

Quase um terço dos bolseiros apoiados pelo Estado não provou que fez o doutoramento                           

“Quase um terço dos bolseiros que receberam apoio para o seu doutoramento em 2009 “não cumpriram com a obrigação de envio de cópias das teses” e a entidade que atribuiu o dinheiro não suscitou “a sua regularização”. Em causa estão, segundo os resultados de uma auditoria da Inspecção-Geral de Finanças (IGF), 1432 bolseiros e apoios de 91,2 milhões de euros.”

http://www.publico.pt/Educação/quase-um-terco-dos-bolseiros-apoiados-pelo-estado-nao-provou-que-fez-o-doutoramento_1499917

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Junho 23, 2011 Posted by | Sem categoria | | 1 Comentário

A/C cientistas sociais

“As estatísticas são como bikinis num corpo humano: permitem ver bastante, de facto, mas não mostram o mais importante”.

(filósofo anónimo do século XXI)

Maio 30, 2011 Posted by | Sem categoria | | 2 comentários

“Sim, sabemos do que falamos”

Um vasto conjunto de investigadores e professores de Relações Internacionais, bem representativo desta comunidade em Portugal, assina hoje um artigo no Público que responde a um outro artigo, publicado no mesmo jornal, no qual a socióloga Maria Filomena Mónica, por ocasião das manifestação da “Geração à Rasca”, havia criticado a existência, os conteúdos e qualidade do corpo docente destes cursos. “Isto habilita-os a quê? Alguém se deu ao trabalho de olhar o conteúdo destes cursos. Os docentes que os regem sabem do que falam? Duvido”.

A resposta a estas perguntas é dada no artigo. Mas a questão vai um pouco mais longe do que a própria licenciatura em Relações Internacionais e a sua empregabilidade. Vai de encontro à própria função das universidades e, mais ainda, da própria importância do estudo das Humanidades para questões tão vitais da nossa vida em sociedade como a cidadania, a democracia, a criatividade e o estímulo intelectual – no fundo, tudo o que nos distingue quer de animais, quer de robots. Todos estes argumentos estão desenvolvidos neste maravilhoso livro cuja capa acompanha este texto. Em “Not For Profit: Why Democracy Needs Humanities“, Martha Nussbaum destaca o papel das humanidades e a necessidade de a sociedade e as universidades voltarem a centrar-se no conhecimento e não se tornarem meros formadores de trabalhadores destinados apenas a cumprir uma determinada função na sociedade – função esta que, em última instância, está sempre orientada para a produção, o lucro e o enriquecimento material. Durante séculos, o conhecimento de línguas, a multidisciplinariedade, o saber transversal ou o conhecimento das várias formas de arte faziam parte do que efectivamente deveria ser aprendido, porque eram estas questões que constituiam o corpo principal do conhecimento. Hoje já não é assim,  mas está na altura de recentrarmos prioridades. 

Março 28, 2011 Posted by | Sem categoria | | 2 comentários

R:I e a política externa portuguesa

No mais recente número da R:I, publicação editada pelo Instituto Português de Relações Internacionais, Bernardo Pires de Lima faz uma breve recensão ao meu livro “Segurança e Defesa na Narrativa Constitucional Europeia, 1950-2008“, recensão esta que pode ser lida aqui. Agradeço tanto as palavras elogiosas como as sugestões deixadas, com as quais, de resto, concordo.

O número 28 desta publicação centra-se na política externa portuguesa e aborda temas actuais, como a eleição para o Conselho de Segurança da ONU ou a relevância da função presidencial para a política externa, fazendo igualmente um balanço da presença de Portugal em cenários geopolíticos como a União Europeia ou o espaço ibérico (e a globalização), por exemplo. Questões como a internacionalização da economia nacional e a relevância das políticas energéticas merecem também atenção.

Janeiro 19, 2011 Posted by | Sem categoria | , | Deixe um comentário

NATO-Lisbon :: Os outros temas

Tendo uma agenda que cobre tantos assuntos relevantes, é natural que as atenções em torno da Cimeira da NATO se centrem nos assuntos prioritários para a Aliança, como os que têm sido abordados aqui nestes dias. Isso não impede que haja outros temas igualmente com interesse. Entre eles encontram-se as implicações para Portugal da reforma do conceito estratégico da NATO e as relações entre esta e o Brasil, numa altura em que o ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, tem deixado vários sinais de descontentamento em relação a determinadas opções estratégicas da Aliança.

Abordando estes dois temas, dois contributos foram publicados recentemente em Portugal, pelo Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais e pelo Instituto Português de Relações Internacionais e de Segurança. Deixo as ligações abaixo:

Luís Manuel Brás Bernardino, A NATO e Portugal: Alinhamentos para um novo conceito estratégico da aliança, Lumiar Brief 12, IEEI.

Pedro Seabra, South Atlantic crossfire: Portugal in-between Brazil and NATO, IPRIS Viewpoints 26, IPRIS.

Novembro 18, 2010 Posted by | Sem categoria | , , , , , | Deixe um comentário

NATO-Lisbon :: As contradições actuais em perspectiva

O Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra apresentou recentemente o resultado de uma  sessão de reflexão realizada no passado mês de Setembro em que se faz uma avaliação do contexto actual da NATO e se perspectiva algumas das questões fundamentais quanto ao seu futuro.

Em NATO at 60 Plus: A Critical Assessment of Its Future, André Barrinha, Daniel Pinéu, Licínia Simão, Maria Raquel Freire, José Manuel Pureza, Oliver Richmond e Marco Rosa debruçam-se sobre i) o processo de elaboração do relatório NATO 2020, da Comissão liderada por Madeleine Albright (focando questões como responsablização, contributo efectivo e défice democrático), ii) sobre a redefinição da razão de ser da Aliança no actual contexto geopolítico internacional e, finalmente, iii) sobre o papel da NATO no sistema internacional, com um foco especial na questão das parcerias. Esta estrutura faz com este paper contribua efectivamente para o debate que deve exisitir em torno de temas como este, sobretudo em vésperas de uma Cimeira tão relevante.

Para além da qualidade global do trabalho, há algumas ideias que merecem ser destacadas. Os autores referem que a NATO, actualmente, é um actor global em negação – por ter desejos de intervir globalmente mas por ter em atenção somente a segurança dos seus membros. Este oxímoro fica patente quando se olha para as áreas de intervenção da Aliança nas últimas duas décadas: Balcãs, Iraque, Afeganistão – e o resto? Além disso, esta contradição inerente é potenciada no documento NATO 2020: como referem os autores, este documento reforça a visão de uma NATO que actua globalmente mas que pensa regionalmente.

Outro aspecto que merece crítica neste paper é a securitização de alguns temas. Deverão ser as alterações climáticas englobadas no espectro de acção de uma alinaça militar? Claro que, como aprendemos com Buzan, Wæver de Wilde, factores de natureza social como discurso ou percepção são decisivas no processo de conferir uma dimensão securitária a um dado tema. Mas aqui o problema não surge pelo facto de se encontrar uma dimensão de segurança nas alterações climáticas; o problema está no facto de ser uma aliança militar a fazê-lo. Por muito (ou pouco?) securitizável que questões desta natureza possam ser, a acção surgida nesse contexto dificilmente será militar.

Por fim, como se destaca nas conclusões deste estudo, o documento apresentado pela equipa de Madeleine Albright sublinha a “desterritorialização” das ameaças contemporâneas – e, neste sentido, os valores referenciais da Aliança não se deveriam confinar apenas aos seus estados membros, mas sim a toda a humanidade. Acontece que ao manter o foco em soluções militares (inerentes à sua própria natureza), a NATO inevitavelmente exclui muitas das ameaças que identifica como globais – às quais não se responde com exércitos – ficando inelutavelmente refém da sua identidade e comprometendo, assim, muitas das suas aspirações mais ambiciosas.

Novembro 16, 2010 Posted by | Sem categoria | , , | Deixe um comentário

A/C Academia Portuguesa – WISC 2011, Porto

No próximo mês de Agosto o Porto acolhe mais um evento internacional de grande importância. A Universidade do Porto recebe a Third Global International Studies Conference, organizada no âmbito do World International Studies Committee. Depois das edições em Istambul (2005) e Ljubljana (2008), a terceira edição desta Conferência ocorre no nosso país, e é uma oportunidade única para que académicos e outros profissionais na área das relações internacionais apresentarem o seu trabalho para uma audiência esperada de mais de 1000 participantes vindos de todo o mundo. A Associação Portuguesa de História das Relações Internacionais, a Universidade do Porto e os principais responsáveis por esta iniciativa (Nuno Valério, Rui Novais e Laura Ferreira-Pereira) estão de parabéns.

O call for papers está aberto até ao fim deste mês de Novembro e todos são fortemente encorajados a submeter as suas propostas através do website da conferência – http://wisc2011.up.pt/index.php. Após muito trabalho de “diplomacia académica” (chamemos-lhe assim), a atribuição da organização desta importantíssima conferência a Portugal é um reconhecimento da expansão do campo das Relações Internacionais no nosso país e um incentivo para que todos trabalhemos mais para continuar a trilhar este caminho. Aproveitemos esta oportunidade.

Novembro 4, 2010 Posted by | Sem categoria | , | 3 comentários

Vamos fazer o que ainda não foi feito

Por coincidência, li ontem dois “textos” chamando a atenção para a mesma realidade. São duas pessoas que se encontram em lugares distantes no meu ranking de simpatia e consideração, mas que apresentam duas visões complementares sobre o mesmo objecto de análise. Em primeiro lugar, Nuno Monteiro, investigador e professor da Universidade de Yale, referiu no seu blog um estudo académico intitulado “L-worlds: The curious preference for low quality and its norms.” O trabalho, conduzido por dois investigadores italianos, refere-se a Itália, mas faz lembrar também outro país. O resumo reza assim:

 

We investigate a phenomenon which we have experienced as common when dealing with an assortment of Italian public and private institutions: people promise to exchange high quality goods and services (H), but then something goes wrong and the quality delivered is lower than promised (L). While this is perceived as ‘cheating’ by outsiders, insiders seem not only to adapt but to rely on this outcome. They do not resent low quality exchanges, in fact they seem to resent high quality ones, and are inclined to ostracise and avoid dealing with agents who deliver high quality. This equilibrium violates the standard preference ranking associated to the prisoner’s dilemma and similar games, whereby self-interested rational agents prefer to dish out low quality in exchange for high quality. While equally ‘lazy’, agents in our L-worlds are nonetheless oddly ‘pro-social’: to the advantage of maximizing their raw self-interest, they prefer to receive low quality provided that they too can in exchange deliver low quality without embarrassment. They develop a set of oblique social norms to sustain their preferred equilibrium when threatened by intrusions of high quality. We argue that cooperation is not always for the better: high quality collective outcomes are not only endangered by self-interested individual defectors, but by ‘cartels’ of mutually satisfied mediocrities.

E depois desta apresentação tentadora, começa assim:    

We have spent our academic careers abroad, Gloria in France and Diego in Britain. Over this long period of time each of us has had over a hundred professional dealings with our compatriots in Italy – academics, publishers, journals, newspapers, public and private institutions. It is not an exaggeration to say that 95% of the times something went wrong. Not catastrophically wrong, but wrong nonetheless.

Sometimes what goes wrong is timing, things do not happen when they are supposed to happen. Or they happen in a different form from that which was planned or are simply cancelled. Workshops have twice or half as many people as one was told to expect, the time allocated to speak is halved or doubled, proofs are not properly revised or mixed up, people do not show up at meetings or show up unannounced, messages get lost, reimbursements are delayed, decreased or forgotten altogether. This experience now extends to internet dealings: relative to those in other countries, Italians websites are scruffier, often do not work properly, remain incomplete or are not updated, messages bounce back, e-mail addresses change with dramatic frequency, and files are virus-ridden.

Também ontem Luís Figo, ele mesmo, referiu o seguinte:

Por conta dos últimos acontecimentos, estou queimado em relacão a Portugal. Quando quiser mais problemas, regresso a Portugal. Quando quiser não estar tranquilo, regresso a Portugal.” E remata com: “Sou patriota, gosto dos portugueses, mas gosto mais de mim”.

Se quisermos desmenti-los, vamos ter de nos esforçar um bocado mais.

Setembro 14, 2010 Posted by | Sem categoria | , | 5 comentários

Limpar o pó das universidades portuguesas

Soube-se agora que o curso de Relações Internacionais da Faculdade de Letras da Universidade do Porto é dos cursos do ensino superior cuja média de entrada é mais alta. Mais de 17 valores. No entanto, os seus professores não são licenciados nem mestres nem doutorados em Ciência Política/Relações Internacionais. Vêm recrutados de outros departamentos da FLUP ou mesmo de outras faculdades da UP, porque os seus horários têm de ser preenchidos de qualquer forma. Bons alunos, maus professores. E mau ensino.

Isto só é possível  por causa do clássico establishment académico nacional, que permite que alguns professores se arrastem nas universidades eternamente, sem prestarem provas, sem trabalharem, sem terem aulas para dar. Alguns rastejam anos e anos e anos (oito, dez) para concluir o doutoramento, outros nunca o farão. São esses professores que enchem as vagas que impedem que uma nova geração chegue ao sítio onde já deveria estar; o sítio onde estaria se estivesse num outro país. Por muitos defeitos que o sistema de Bolonha tenha, pelos menos terá o mérito de contribuir para mudar o status quo. É preciso limpar o pó das universidades portuguesas, e varrê-lo para bem longe.

Setembro 14, 2010 Posted by | Sem categoria | | 5 comentários

Aarhus Universitet

Nos próximos meses estarei no Departamento de Ciência Política da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Não faltam temas políticos interessantes por aqui, nestas latitudes, sobretudo no que se refere a tensões sociais decorrentes do racismo e da crescente presença muçulmana – uma tendência transversal a grande parte da Europa e para a qual as sociedades europeias ainda não encontraram resposta. Além disso, num departamento com 1700 alunos e alguns dos maiores especialistas da Europa em questões europeias, não faltarão nunca os motivos de interesse para ir relatando por aqui.

Setembro 1, 2010 Posted by | Sem categoria | | 1 Comentário

Book review para o Journal of Common Market Studies

Foi editada ontem a mais recente edição do Journal of Common Market Studies (48: 4, Setembro 2010), onde se inclui uma revisão bibliográfica que fiz do livro “EU External Relations and Systems of Governance: The CFSP, Euro-Mediterranean Partnership and Migration“, de P.J.Cardwell. É um livro que recomendo uma vez que o autor usa uma abordagem multidisciplinar para lidar com o conceito de governance e a sua aplicabilidade à Política Externa e de Segurança Comum da UE. É um livro interessante que reúne contributos do direito constitucional europeu e das ciências sociais, e que, em vez que se ficar pela abstracção dos conceitos, olha para a implementação prática de uma determinada política (neste caso, a política migratória da UE) para avaliar a política externa da UE. Um livro sério, um exercício interessante e um bom resultado académico.

Agosto 24, 2010 Posted by | Sem categoria | , , , | Deixe um comentário

25 anos de Portugal na UE em balanço

Após um fim-de-semana em que se assinalaram os 25 anos de adesão de Portugal às Comunidades Europeias (e enquanto, aterrorizados, podemos especular sobre onde estaríamos se tivessemos ficado de fora, como alguns queriam – e querem), fica uma sugestão de leitura para aquela que, a partir da Primavera de 2011, será a obra de referência neste assunto. Editado por Laura Ferreira-Pereira e publicado pela Routledge, “Portugal in the European Union: Assessing Twenty-Five Years of Integration Experience” terá os seguintes capítulos:

1. Introduction Laura C. Ferreira-Pereira

Part 1: Twenty-five Years After: The Evolution of the Portuguese Politics and Economics 2. Portugal in the European Union, 1985-2010 Nuno Severiano Teixeira 3. The Europeanization of the Portuguese Political System Paul Christopher Manuel 4. The Transformation of the Portuguese Economy: The Impact of European Monetary Union David Corkill 5. The Portuguese and the European Union António Costa Pinto 6. The Transformation of the Portuguese Society Michael Baum

Part 2: The Adjustment to Policy Areas 7. Portugal and Common Agriculture Policy Francisco Avillez 8. Portugal and the Industrial Policy Margarida Proença 9. Portugal and European Trade Policy Maria Helena Guimarães 10. The EU’s Structural Funds in Portugal: Positive Results, Lost Opportunities and New Priorities Alfredo Marques 11. Portugal and the Lisbon Strategy Carlos Zorrinho and Arminda Neves

Part 3: The Redesigning of the Portuguese Foreign Policy 12. From EPC to ESDP: Going from Orthodox Atlanticism to Committed Europeanism Laura C. Ferreira-Pereira 13. Lusophonia and the Continued Centrality of the Portuguese-Speaking Community Paulo Gorjão 14. From Failure to Success: East Timor in the Portuguese Diplomacy Rui Novais 15. The Relations between Portugal and Spain: Three Decades after Accession Sergio Caramelo 16. Portugal’s EU Experience: What Lessons for the Newcomers? Sebastian Royo 17.Conclusion AJR Groom and Laura C. Ferreira-Pereira

Junho 14, 2010 Posted by | Sem categoria | , , , | 1 Comentário

“Debating EU Approaches to Fighting Terrorism: a Role for CSDP?”

Amanhã o Egmont Institute organiza uma mesa-redonda destinada a discutir a abordagem da UE à luta contra o terrorismo e a possível contribuição da Política Comum de Segurança e Defesa, expandida pelo Tratado de Lisboa e com um foco interessante em questões de terrorismo. Abaixo segue o programa.

Debating EU Approaches to Fighting Terrorism: A Role for CDSP?

Roundtable

Egmont Institute, Rue de Namur 69, Brussels

9 June 2010

The conceptualisation and implementation of CSDP along the last years developed in parallel with a concern, within the EU, about the importance of terrorism and the need to use all available resources to address it. According to this, and since 2001, ESDP was repeatedly mentioned in all EU framework documents related with terrorism. Yet, EU missions, CSDP’s main operational tool, have not been used to pursue counter-terrorist objectives.

While trying to understand the way the EU security system responds to terrorism, this round-table aims at providing food for thought on this issue and especially on which foreign policy tools can be used to address the external dimension of counter-terrorism. How does inter-institutional co-operation act in practical terms, and which difficulties does this co-ordination face? Considering CSDP’s civ-mil nature, its contribution to reach counter-terrorism goals could be valuable, as attested by the new wording of the Petersberg Tasks in the Lisbon Treaty. Against this background, which should be the relevant capabilities to address terrorism within CSDP?

 10.15–10.30    Reception & Coffee

10.30–11.00    Introduction: Is there a role for CSDP in fighting terrorism?

Bruno Oliveira Martins, University of Minho

Alistair Millar, Center for Global Counterterrorism Cooperation

Chair: Sven Biscop, Egmont

11.00–12.00    Discussion

Junho 8, 2010 Posted by | Sem categoria | , , , , | 2 comentários

Pensem o que quiserem sobre a academia portuguesa

Na semana passada, nos dias 25 e 26, o Parlamento Europeu acolheu a Conferência Anual do Jean Monnet Programme e da ECSA – European Community Studies Association. O Programa Jean Monnet foi criado pela Comissão Europeia há vários anos e reconhece professores que se distinguem no ensino dos estudos europeus por todo o mundo. Para além disso, financia e apoia  centros de investigação e determinados módulos científicos.

Este ano, a Global Jean Monnet – ECSA World Conference teve como tema “The European Union After the Treaty of Lisbon” (ver aqui programas de outros anos). Ao longo dos dois dias, vi os trabalhos serem abertos pelo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, vi uma sessão ser presidida pelo Professor Fausto de Quadros (Universidade de Lisboa), vi intervenções muito pertinentes da plateia do Professor Luís Lobo-Fernandes (Universidade do Minho), e do antigo presidente da ECSA, o Professor Manuel Porto (Universidade de Coimbra), e vi aquela que foi, de longe, a melhor intervenção entre todos os oradores ser protagonizada pelo Professor Miguel Poiares Maduro, do Instituto Universitário Europeu e antigo Advogado-Geral do Tribunal de justiça da UE. Não é chauvininismo; é mesmo verdade.

Maio 31, 2010 Posted by | Sem categoria | | 1 Comentário

Novas publicações sobre direito europeu

Em How to Choose the Best EU Law Books for Master Students?, Jaanike Erne, doutoranda na Faculdade de Direito da Universidade de Tartu, coloca uma boa lista com livros muito recentes sobre direito europeu. Uma vez que se destina a alunos de Mestrado, a lista tem livros com uma vertente maioritariamente pedagógica, e por isso merece ser divulgada.

EU Law

● Paul Craig. The Lisbon Treaty Law, Politics, and Treaty Reform. Oxford University Press, 2010 (estimated)

● P. Birkinshaw, M. Varney. The European Union Legal Order After Lisbon. Kluwer Law International, 2010

● Ian Ward. A Critical Introduction to European Law. 3rd Edition. Cambridge University Press, May 2009

● Stephen Weatherill. Cases and Materials on EU Law. 9th Edition, June 2010 (estimated)

● P. Oliver, S. Enchelmaier, M. Jarvis, A. Johnston, S. Norberg, C. Stothers, S. Weatherill. Free Movement of Goods in the European Union. 5th Edition. Hart Publishing, 2010

● M. Horspool, M. Humphreys. European Union Law. 6th Edition. Oxford University Press, Core Texts Series, August 2010 (estimated) – (For undergraduate students.)

Law-making in the EU

● J. Neyer, A. Wiener. Political Theory of the European Union. Oxford University Press, 2010.

● Grainne De Burca. The Constitutional Limits of EU Action. Oxford University Press, 2011 (estimated)

● M. Zander. The Law-Making Process. 6th Edition. Cambridge University Press, 2004. Series: Law in Context

● Bronwen Morgan, Karen Yeung. An Introduction to Law and Regulation. Text and Materials. Cambridge University Press, 2004. Series: Law in Context

International Law

● Peter Malanczuk. Akehurst’s Modern Introduction to International Law. 8th Edition. Routledge, 2010

● Jan Klabbers. Treaty Conflict and the European Union. Cambridge: Cambridge University Press, 2009

● Anne Peters, Geir Ulfstein, Jan Klabbers. The Constitutionalization of International Law. Oxford University Press, 2009

● Chi Carmody. Remedies and the WTO Agreement. Oxford University Press, 2010

● James Crawford, Alain Pellet, Simon Olleson (eds.)., Dr. Kate Parlett (ass. ed.). The Law of International Responsibility. Oxford University Press, 2010

Maio 21, 2010 Posted by | Sem categoria | , , | Deixe um comentário

EGMONT Institute

A partir de hoje, e ao longo dos próximos dois meses, estarei no EGMONT Institute, em Bruxelas (já referido neste post acerca do papel dos think tanks no apuramento de uma estratégia europeia de segurança), a conduzir parte da investigação para o meu doutoramento. A sua temática está relacionada com a ideia de cross-pillarisation (utilização de valências de várias áreas de intervenção da UE para prosseguir determinados objectivos mais complexos e transversais) aplicada à abordagem europeia à luta contra o terrorismo. Durante este período, talvez mais ainda do que o costume, os posts serão naturalmente mais direccionados para questões europeias.

Maio 3, 2010 Posted by | Sem categoria | , , , | 3 comentários

Model United Nations da Universidade do Porto (UPMUN)

A academia portuguesa sente a falta de uma tradição forte do estudo das relações internacionais na cidade do Porto. Sem prejuízo do trabalho das Universidades Lusíada, Fernando Pessoa e Lusófona (assim como da Moderna, noutros tempos), a lacuna existente na Universidade do Porto foi sendo a nota dominante durante muitos anos. Recentemente, a Faculdade de Letras lançou a sua Licenciatura em Linguas e Relações Internacionais, assim como o Mestrado em História, Relações Internacionais e Cooperação. O dinamismo e a qualidade dos seus alunos já me havia sido transmitido pelo Prof. John Greenfield, que coordena a licenciatura, e fica agora demonstrado pela iniciativa de organizar um Model United Nations na Universidade do Porto, nos dias 21 e 22 de Maio. Conforme se pode ler no site do evento, o “UPMUN à imagem dos outros eventos académicos que seguem este conceito, consistirá numa simulação da actividade da Organização das Nações Unidas (ONU), nomeadamente do Conselho Económico e Social (ECOSOC) e Conselho de Segurança, com o intuito de proporcionar aos participantes a oportunidade de desenvolverem competências em termos de negociação e de resolução de problemas e de conflitos, bem como as suas capacidades de argumentação e o seu espírito crítico. Aspectos estes, que consideramos importantes, não só para os estudantes de formação em Relações Internacionais, mas para todos os alunos que tenham ou que pretendam ter um entendimento mais aprofundado sobre questões da actualidade internacional, cooperação, multiculturalismo, independentemente do curso que frequentam.”

Esperemos que o dinamismo se mantenha como regra nesta nova vaga de RI no Porto, e que o apuramento de uma massa crítica neste domínio científico na Invicta seja uma realidade dentro em breve.

Abril 30, 2010 Posted by | Sem categoria | , | 1 Comentário

Gémeos falsos aqui na secretária

Abril 1, 2010 Posted by | 1 | | Deixe um comentário

Portugal no Magrebe; e a UE?

José Sócrates está de visita ao Magrebe, numa visita que visa sinalizar uma nova prioridade da política externa portuguesa. A dependência energética nacional e a proximidade geográfica entre esta região e Portugal fazem com que esta seja uma opção óbvia, defendida por alguns desde há muito tempo mas que, não obstante, não tem tido grande acolhimento nas Necessidades. Além disso, dois factores concorrem para que esta aproximação actual seja mais pertinente: por um lado, Argélia, Tunísia e Marrocos têm projectos de grandes obras públicas (estradas, barragens, ferrovias, etc); por outro, e como o Primeiro Ministro tem dito ao longo destes dois dias, Portugal encontra-se na linha da frente da inovação e utilização de energias renováveis, e como tal esta poderá ser uma área de interesse para estes países, que, não obstante serem exportadores de energia, são-no de fontes esgotáveis, pelo que  o seu futuro energético passará, igualmente, pelas energias renováveis.

Acontece que, sempre que se estabelecem laços económicos com países cujos sistemas políticos andam longe de ser os ideais, levanta-se a questão do primado do domínio “económico” sobre o “político”. Como refere em dois artigos publicados ontem e hoje pelo i, Tobias Schumacher, especialista em questões do Mediterrâneo e das relações UE-Mediterrâneo-Médio Oriente, essa questão ganha ainda mais importância nos casos de países membros da UE, uma vez que esta faz da democracia, Estado de direito e direitos humanos os pilares da sua acção externa. Ao permitir a prevalência da cooperação económica em detrimento da negociação política tendo em vista a prossecução dos objectivos da sua política externa, a UE entra em contradição, já que esta abordagem “legitima os regimes autoritários e danifica a credibilidade de qualquer política externa”. Chamem-me realista, mas não é com este cardápio de objectivos políticos estratégicos e com estas contradições que a UE se tornará uma potência como a outra.

 

Foto: ionline

Março 23, 2010 Posted by | 1 | , , , | Deixe um comentário

Guia para leituras sobre a União Europeia

Como já várias vezes foi referido neste espaço, a Foreign Affairs publica regularmente guias de leitura sobre vários assuntos, do Médio Oriente às relações transatlânticas. Neste último número, saído a 9 de Março, Kathleen R. Macnamara, directora do Mortara Center for International Studies da Universidade de Georgetown, apresenta uma pequena lista de alguns dos títulos essenciais acerca da UE, desde o fundamental “The Uniting of Europe: Political, Social and Economic Forces“, the Ernst B. Haas, publicado na década de 50, até ao neo-clássico “What’s Wrong with the European Union and How to Fix it“, de Simon Hix.

É impossível fazer uma lista completa de leituras sobre a UE só com 8 entradas, e as minhas oito, para além de Haas e Hix, teriam sempre de incluir Weiler, Schmiter, Duchêne, Joergensen, Zielonka e Smith (a Karen e o Michael E.); tudo depende da perspectiva e dos temas dos assuntos europeus que mais se valorize. Mas esta lista pode ser um bom começo.

Março 22, 2010 Posted by | 1 | , | Deixe um comentário

V Congresso da Associação Portuguesa de Ciência Política

A Associação Portuguesa de Ciência Política organiza o seu V Congresso na Universidade de Aveiro entre os dias 4 e 6 de Março (o programa pode ser visto aqui). Estarei presente na sessão “A UE e o Terrorismo Transnacional“, moderada por Ana Paula Brandão e comentada pelo General Carlos Martins Branco, onde apresentarei um paper elaborado em conjunto com Laura Ferreira-Pereira intitulado “A União Europeia e o Terrorismo Transnacional: o papel e o impacto da PESD“, onde procuramos aferir de que forma tem a UE usado os recursos da sua política de segurança e defesa na luta contra o terrorismo. Uma vez que o Tratado de Lisboa estipula claramente que as missões de Petersberg devem estar ao serviço da luta contra o terrorismo, a UE deveria usar as valências disponibilizadas pela (agora rebaptizada) PCSD para debelar mais eficazmente esta ameaça. Mas não é propriamente isso que acontece…

Março 2, 2010 Posted by | 1 | , , , , | 2 comentários

I Congresso Nacional de Segurança e Defesa e ECPR

Para seguir com atenção nos próximos tempos a realização do I Congresso Nacional de Segurança e Defesa, lançado recentemente e organizado pela revista Segurança e Defesa e a Associação para as Comunicações e Electrónica nas Forças Armadas, com o patrocínio do Presidente da República. Mais informações podem ser obtidas no site do Congresso.

Pena é que coincida precisamente nas mesmas datas da Pan-European Conference do European Consortium for Political Research, esta no Porto. Não há muitas oportunidades de ter em Portugal uma conferência internacional de grande nível na área das relações internacionais. Para os investigadores mais atrasados, interessa dizer que o call for papers foi alargado e está aberto até à próxima sexta-feira.

Janeiro 12, 2010 Posted by | 1 | , , | Deixe um comentário

   

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