Tratados

Pela primeira vez concordo em pleno com o Ministro da Defesa

“Não possuo outra competência em matéria de Defesa e Segurança senão aquela que resulta dessa matéria ser de cidadania que interessa a todos.”

Palavras sábias de Augusto Santos Silva na apresentação do n. 14 da Revista Segurança & Defesa, reproduzidas na página 9 do n. 15 dessa publicação.

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Janeiro 10, 2011 Posted by | Sem categoria | , , | Deixe um comentário

Quer-me parecer que o facto de não se conhecer bem as pastas às vezes dá nisto

Santos Silva a revelar em entrevista ao jornal i, de ontem, informação que deveria ser secreta.

“Falou de terrorismo. O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas pediu que fossem enviadas células de informações militares [CISMIL] para os teatros em que Portugal opera. Esse pedido foi satisfeito?”

Essa necessidade foi identificada nos teatros de operações especialmente sensíveis do ponto de vista das informações e vai ser suprida. Dentro da recomposição da força portuguesa no Afeganistão no próximo Outono já está incluída a primeira célula de informações. Sem querer ser precipitado, pensamos que também no Líbano devemos dispor desse tipo de instrumento.

Agosto 24, 2010 Posted by | Sem categoria | , , , , | Deixe um comentário

Defesa à defesa

augusto_santos_silvaDesconheço quaisquer predicados de Augusto Santos Silva em matéria de defesa. Desconheço qualquer visão estratégica ou especial sensibilidade nestes domínios. Reconheço a sua importância na equipa de Sócrates. Conheço os anticorpos que tem em todos os outros partidos, que o impediriam de voltar a ter um papel de “negociador” em nome do Governo, e que limitavam as escolhas de Socrates. Conheço a necessidade do primeiro-ministro de contar com Santos Silva no Governo, desse por onde desse. Foi parar à defesa, como poderia ter ido parar a outro Ministério qualquer da segunda linha.

PS – Gostei de ouvir a TSF preferir a obtenção de reacções à nova equipa do Governo à transmissão do relato do Benfica. Até parecia que estávamos num país normal e tudo.

Outubro 23, 2009 Posted by | 1 | , | Deixe um comentário

Ana Gomes, Bloco e a defesa

ana-gomesAna Gomes veio hoje defender que, caso o PS não consiga de maioria absoluta, deveria coligar-se à esquerda, com o Bloco. Tal arranjo dever-se-ia tanto à (suposta) compatibilidade de agendas entre os dois partidos como à impossibilidade de formar uma coligação à direita.

Eu sei que ninguém se interessa por questões relacionadas com a segurança e a defesa, muito menos os políticos em altura de eleições. Mas pergunto: tendo sido Ana Gomes uma eurodeputada extremamente empenhada em questões relacionadas com a política de defesa europeia, conhecedora da importância das alianças e da internacionalização das Forças Armadas portuguesas, não deveria ter passado os olhos pelo programa político do Bloco? É que lá encontraria defendida, na página 110, a retirada de Portugal da NATO, bem como das forças nacionais de todos os cenários de guerra. Encontraria igualmente a oposição à constituição de uma força armada europeia – algo que Ana Gomes tanto vem defendendo, e bem. Em que ficamos, então? Se até os políticos mais empenhados em temas de defesa os subalternizam desta forma, não se pode esperar nada mais de todos os outros.

Setembro 18, 2009 Posted by | 1 | , , | 2 comentários

Ainda Portugal e a Estratégia Europeia de Segurança

EuroDefenseNum post abaixo já havia feito referência aos contributos que think tanks e outros grupos de investigação podem trazer para o debate de questões estratégicas no âmbito da União Europeia. Aludo agora a uma reunião do Centro de Estudos EuroDefense Portugal, ocorrida em Maio, que teve como tema “Portugal e a Estratégia Europeia de Segurança – desafios e condicionantes“. Os temas debatidos, elencados abaixo, mapeiam um roteiro de investigação focado na UE mas que adopta uma abordagem em que as especificidades da realidade nacional estão presentes. Num período eleitoral em que as questões estratégicas e de defesa estão totalmente ausentes do debate partidário (ao contrário do que sucede com alguns temas de segurança), constata-se uma vez mais a necessidade de reforçar a massa crítica portuguesa. Por isso mesmo, todas as iniciativas como esta são importantes.  

 

Opções Estratégicas Europeias

– O papel da UE na renovação e eficácia da ordem multilateral;

–  Desafios da globalização, emergência de novos riscos e persistência, complexidade e interligação das ameaças – implicações para a segurança internacional;

–  Instrumentos, parcerias e políticas da UE na construção da estabilidade mundial;

–  A caminho de uma nova arquitectura de segurança euro-atlântica? Complementaridade com a NATO no quadro de uma nova parceria estratégica e no respeito da autonomia da tomada de decisão de cada Organização.

Segurança Europeia, Capacidades e Recursos

– Necessidade de optimização das capacidades europeias visando um novo Objectivo Global que substitua o HLG 2010? Implicações para o Ciclo Bienal de Planeamento de Forças e para os requisitos nacionais em termos de programas de reperfilamento;

–  Reforço das capacidades como condição indispensável para a eficácia da UE, no âmbito de uma parceria estratégica transatlântica renovada;

–  Desenvolvimento da capacidade de planeamento estratégico civil-militar para as operações e missões PESD e necessidade de reforço da coordenação das capacidades civis e militares.

Portugal e os contributos para um Sistema Estratégico Comum 

– Implicações da ratificação do Tratado de Lisboa na Estratégia Europeia de Segurança – desenvolvimentos e opções para Portugal;

–  O modelo de defesa colectiva e a cláusula de solidariedade – transparência e complementaridade com a NATO;

–  Cooperações estruturadas permanentes – que desenvolvimentos a nível nacional?

–  A visibilidade da UE e a importância dos media e da opinião pública em apoio das políticas e dos compromissos globais da UE.

Setembro 17, 2009 Posted by | 1 | , , , | Deixe um comentário

   

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