Tratados

Do Transatlantic Relations Still Matter?

Transatlantic Relations-Illustration for Chief Executive Magazine © 2005 Tamara Guion

Sim, é longo, mas vale a pena. Excertos da recensão de Sophie Meunier relativa à sessão “Do Transatlantic Relations Still Matter?“, que teve lugar em Montreal na Conferência do Council for European Studies da Universidade de Columbia, em Abril.

“For Andrew Moravcsik, Professor of Politics and International Affairs and Director of the European Union Program at Princeton University, and Senior Fellow at the Brookings Institution, transatlantic relations matter immensely because it is Europe, not China or India, which will be the second global superpower, both in military and civilian terms, for most of the 21st century. This is already true today, though few people, including Europeans, realize it. Excessive pessimism about Europe’s decline stems in part from a tendency to focus on headline-grabbing problems, such as those that often dominate the US-China relationship, rather than stable and incremental cooperation, such as dominates the US-European relationship.

But, more fundamentally, it stems from a basic theoretical misunderstanding by realists, who continue to hold 19th century views about the primacy of “hard” power population, aggregate national income, and military force in great power relations. Many scholars and statesmen would concede that most 21st century global problems can be managed only using “civilian” power, which rests on high per capita income, high technology, international institutions, a robust civil society, close alliances with in!uential actors, and attractive of social and political values. By this measure, Europe is the world’s second superpower. Yet when these same people assess the relative geopolitical standing of nations, they revert to 19th century categories: only big countries with big populations, large aggregate income, a single sovereign state, and massively manned military are treated as superpowers. They fail to understand that active global power projection is increasingly a luxury good available only to those states with high per capita incomes—which is why China and India do so little of it. Even in the military area, Europe, with 21% of the world’s military spending, has 100,000 troops active in global combat situations, compared to China or India, with 4% and 3% of global military spending respectively, and a couple of thousand troops abroad each. Hence, the endless debates about institutionalizing, centralizing and strengthening of European foreign policy as preconditions for the exercise of Euro-power are beside the point: power does not need to be centralized to be usable in the networked world of the 21st century. The transatlantic relationship is more crucial than ever.

One pillar, the US, provides the hard power (and is the “second superpower” on the civilian side) while the other pillar, Europe, specializes in the use of economic in!uence, international law, and power of attraction (while remaining the “second superpower” on the military side). None of this is likely to change for two or three generations.”

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Julho 6, 2010 Posted by | Sem categoria | , , | Deixe um comentário

Netanyahu e o braço-de-ferro

Muito boa a análise de Alexandre Guerra à questão da construção de 900 novas casas em Jerusalém Oriental. Netenyahu demonstra que, diplomaticamente, irá fazer valer as suas pretensões, independentemente da vontade de Washington; e confirma-se que Obama terá de se empenhar ao mais alto nível para conseguir avançar nas negociações de paz. Como Akiva Eldar escreve hoje no Haaretz, Netanyahu parece pressentir a fraqueza de Obama em questões relacionadas com o processo de paz, e é isso que tem permitido levar tão longe o braço de ferro com Washington. Obama terá de se envolver pessoalmente no processo de paz com uma profundidade superior à demonstrada até agora – só assim voltará a colocar Washington com um ascendente sobre Israel. 

Novembro 18, 2009 Posted by | 1 | , , , , | 1 Comentário

Bruxelas no Pentágono

Ginsberg

Roy H. Ginsberg, um dos principais especialistas americanos em assuntos europeus e transatlânticos, esteve ontem no Porto para uma Aula Aberta no Centro para as Ciências da Comunicação da Universidade do Porto. Sob o mote “Transatlantic Relations in the Obama Era“, Ginsberg defendeu que, no que ao isolacionismo e à desvalorização dos aliados diz respeito, a Administração Bush aprendeu com os falhanços rotundos do primeiro mandato e, ao longo do segundo, inverteu o caminho. Um exemplo disso é o apoio dado à enérgica actuação francesa durante a guerra na Georgia em Agosto de 2008. O lamentável discurso acerca da velha Europa foi, gradualmente, substituído por um pragmatismo mais efectivo – e, se se quiser ser pragmático, facilmente se entende que o isolacionismo não é suficiente para lidar com crises internacionais.

Com a entrada em vigor da Administração Obama, o caminho parece apontar no mesmo sentido. Inclusivamente, no que diz respeito à defesa europeia, a Secretária de Estado Hillary Clinton referiu em Março, de forma explícita, que os Estados Unidos apoiam o desenvolvimento progressivo de uma capacidade de defesa europeia e um maior comprometimento internacional. 10 anos após o famoso artigo de Madeleine Albright no Financial Times, The Right Balance Will Secure NATO’s Future, e superadas as dúvidas de alguns acerca da compatibilidade entre a NATO e a PESD, uma Secretária de Estado americana volta a reconhecer o óbvio: os Estados Unidos têm muito a beneficiar da existência de uma dimensão de segurança e defesa no projecto europeu.

Ginsberg confessou que na semana passada esteve em Washington, para ser consultado na sua qualidade de especialista em assuntos europeus. A reunião foi no Pentágono. Sinais dos tempos.

Maio 20, 2009 Posted by | Sem categoria | , , , , , | Deixe um comentário

Jerusalem, Washington

DSC06067Junto à Praça do Município, em Jerusalém, encontra-se este mapa gravado numa parede; um mapa-mundi que representa o mundo conhecido de então, com Jerusalém ao centro. Se hoje a Europa é o eixo, se em tempos era a China a ocupar esse lugar, também Jerusalém pôde reivindicar esse estatuto. E, de certa forma, ainda pode. Netanyahu foi a Washington dizer isso mesmo a Obama, com Teerão no pensamento; e é provável que ouça o mesmo acerca da importância de todas as questões relacionadas com a região, mas com uma perspectiva diferente. Obama sabe que, depois do Iraque em 2003, já basta de precipitações naquela zona. E sabe também que, sem um Estado palestiniano viável, não há, nem haverá nunca, uma paz duradoura na região. É por isso que a nota dominante da posição americana para este encontro com o Primeiro-Ministro israelita se relaciona com o processo de paz, e não com uma ofensiva contra o Irão.    

Maio 18, 2009 Posted by | Sem categoria | , , , , , | Deixe um comentário

   

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