Tratados

O Reino Unido tornou-se mais europeu?

Não me parece, mas há quem discorde. Nick Wright, em “Did Britain Become a bit more European on may 6th?

” (…) So will 2010 be remembered as the election where the political system finally caught up with what the voters actually want? Potentially, yes. One of the main messages that the various party leaders sought to communicate over the last month was that the UK needed a new type of politics, and the electorate seems to have taken them at their word. Against a back-drop of economic turmoil, rising unemployment and anxiety over the future, our political leaders find themselves in a position that many of their European counterparts will be only too familiar with: one where they have no choice but to talk to each other in order to govern, and to do so on the basis of consensus.

Such a change should not be dismissed as merely the politics of convenience. And while the more doom-laden predictions may yet come true that the new government is bound to collapse before its 5 years are up, with the Liberal Democrats cast into the outer darkness and two-party politics returning with a vengeance, such outcomes are not inevitable, particularly if a referendum on the Alternative Vote is successful. Like it or not – and it may indeed be anathema to many of David Cameron’s MPs as well as to significant sections of the British media – May 6th may be the day that British politics became a little more ‘European’.”

Imagem: Reuters

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Maio 20, 2010 Posted by | Sem categoria | , | Deixe um comentário

ANÁLISE :: As duas faces dos falhanços de Netanyahu

Como é sabido, as linhas com que Israel cose a sua política externa e de segurança são diferentes das de qualquer outro país, muitas vezes um pouco para lá daquilo que, desde há uns 150 anos para cá, se vem chamando de direito internacional. Por vários motivos, uns mais, outros menos justificáveis, a chamada ‘comunidade internacional’ apresenta um comportamento que, tanto do ponto de vista jurídico como, sobretudo, político, tem validado explícita ou tacitamente muitas das opções dos governos de Telavive. (Já agora, é engraçado chamar-se no estrangeiro ‘governo de Telavive’ quando todos os ministérios – exceptuando o da defesa – e o Knesset estão em Jerusalém, a verdadeira capital de Israel.) Mas nem todas as regras são eternas nem as relações são imaculadas, por mais fortes e inquebrantáveis que sejam

E é por isso que, em certas alturas, as coisas correm menos bem. Ontem, Israel sofreu mais dois fortes abalos no seu prestígio internacional, duas afrontas protagonizadas por dois dos seus aliados mais importantes. O Reino Unido expulsou um diplomata israelita por suspeitas de ser um dirigente da Mossad e de ter estado envolvido na falsificação de passaportes britânicos utilizados no assassinato no Dubai de um dirigente do Hamas (Miliband foi bem explícito e bem duro na retórica), há umas semanas atrás, e a reunião Obama – Netanyahu, segundo o New York Times, aparentemente não contribuiu para resolver a tensão surgida nos últimos dias entre os dois grandes aliados. Netanyahu está agora a colher os “frutos diplomáticos” das sementes que foi criando ao longo de um ano de Governo, e parece ficar um pouco isolado relativamente a Londres e Washington. Agora, saber se isso o preocupa ou não é outra questão…  

Março 24, 2010 Posted by | 1 | , , , | Deixe um comentário

   

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